Ensaio fotográfico sobre a pobreza no Rio de Janeiro é finalista em concurso internacional

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A pouco menos de um mês para o início dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, a série fotográfica “Copacabana Palace” acaba de ser indicada entre os finalistas do prêmio internacional Alfred Fried. O título do ensaio é uma ironia, já que as imagens mostram o cotidiano desumano e devastador de moradores sem teto na capital carioca. É o registro da pobreza nas ruas da cidade.

Durante sete meses, o fotógrafo documentarista alemão Peter Bauza, que há dois anos mora no Brasil, acompanhou a vida de famílias que vivem em construções abandonadas. Para ele, as imagens que mostram desespero, alegria, tristeza e força, dão voz e rosto para estas pessoas.

Enquanto bilhões de dólares foram investidos para a realização do maior evento mundial do esporte, nos bastidores, famílias inteiras tentam sobreviver em condições insalubres: sem água, luz ou comida.

Para Bauza, apesar dos imensos esforços em reduzir a pobreza e a desigualdade social no país, ainda há muitos brasileiros nestas condições. Segundo ele, é o “lado negro do Brasil”.

O concurso internacional é promovido pela Photographische Gesellschaft, de Viena, segunda mais antiga sociedade de fotógrafos do mundo, e foi criado para homenagear Alfred Fried, escritor e pacifista austríaco, que recebeu o Nobel da Paz em 1911.

Sempre com o tema “Paz”, o concurso divulga anualmente seus finalistas em 21/09, Dia Internacional da Paz, estabelecido pelas Nações Unidas. Em 2016, concorreram quase 17 mil imagens.

Confira abaixo algumas das imagens do ensaio “Copacabana Palace” do fotógrafo Peter Bauza:

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Fotos: Peter Bauza/divulgação The Alfred Fried Photography Award

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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