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Enquanto autoridades tentam capturar lontra que vem atacando surfistas na Califórnia, Sammy dá show de simpatia

Enquanto autoridades tentam capturar lontra que vem atacando surfistas na Califórnia, Sammy dá show de simpatia

Nas últimas semanas viralizaram os vídeos e imagens da lontra marinha que vem atacando surfistas e mordendo pranchas na Califórnia. A fêmea, de cerca de 5 anos, tem demonstrado um comportamento extremamente agressivo na região de Santa Cruz, no litoral norte do estado americano.

Depois de vários ataques, equipes do U.S. Fish and Wildlife Service e do California Department of Fish and Wildlife (CDFW), agências estadual e federal responsáveis pela vida marinha, estão desde o começo de julho tentando capturar a lontra. Até agora os esforços não tiveram sucesso.

“As lontras marinhas são naturalmente cautelosas com as pessoas, mas esse indivíduo tem se aproximado agressivamente e mordido as pranchas de surfe”, informou em nota o CDFW. “Após a captura, a lontra marinha passará por uma avaliação de saúde e, eventualmente, será realojada em um zoológico ou aquário”.

Segundo os biólogos, o método usual para capturar com segurança lontras marinhas saudáveis e selvagens é uma “abordagem subaquática clandestina”. “Neste caso, no entanto, a água geralmente estava muito turva para que pudéssemos ver o animal de baixo. Estamos adaptando outros métodos de captura para esta situação, mas devemos garantir a segurança tanto da lontra marinha quanto das pessoas que tentam capturá-la, o que limitou nossas opções e oportunidades”, explica Colleen Young, cientista ambiental do CDFW.

A lontra em questão é conhecida dos biólogos. Ela possui um rádio transmissor, já que nasceu em cativeiro, mas foi criada com a mãe com o mínimo de contato humano e depois solta no mar.

“Quando solta, ela foi monitorada por biólogos. Ela se comportou como uma lontra típica na natureza por mais de um ano antes do início das interações com as pessoas”, diz Jess Fujii, gerente do programa de lontras do Monterey Bay Aquarium. “Embora a causa exata para o comportamento agressivo dessa lontra marinha seja desconhecido, ele pode estar associado a surtos hormonais ou devido à alimentação por humanos”.

A lontra de Santa Cruz, num momento mais calmo, longe dos surfistas
(Foto: Lilian Carswell/USFWS)

Sammy, a foca “gente boa”

Enquanto a fêmea de Santa Cruz vem aterrorizando surfistas, a mais de 700 km dali, em San Diego, no outro extremo da costa da Califórnia, uma foca vem encantando os praticantes dessa modalidade. Ela é Sammy, como foi apelidada.

Sammy é um filhote e o fotógrafo Ed Hartel tem acompanhado suas travessuras em fotos e vídeos compartilhados na internet, que adora pegar uma carona nas pranchas.

As lontras marinhas do sul (Enhydra lutris nereis) estão listadas como ameaçadas e são protegidas por lei pelo governo dos Estados Unidos. Esses animais marinhos desempenham um papel fundamental na saúde ecológica dos ecossistemas costeiros. Sua presença no oceano é importante para a biodiversidade, aumenta o sequestro de carbono por algas e ervas marinhas e torna o ecossistema mais resiliente aos efeitos das mudanças climáticas.

Ao contrário de baleias e focas, as lontras marinhas carecem de gordura. Em vez disso, possuem um denso pelo e um metabolismo elevado para se manterem aquecidas. Um adulto precisa comer, em média, 20 a 30% de sua massa corporal em alimentos todos os dias apenas para atender às suas necessidades de energia.

Por isso mesmo, também necessitam economizar energia, o que significa que o descanso ininterrupto é uma parte importante de seu bem-estar.

Foto de abertura: Drone Dude Ed

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