Encontrado e destruído um ninho da ‘vespa gigante assassina’, espécie invasora da Ásia que chegou aos Estados Unidos

Como contamos aqui no Conexão Planeta em maio, nesta outra reportagem, autoridades do Departamento de Agricultura de Washington, nos Estados Unidos, divulgaram um alerta sobre a presença da Vespa mandarinia, a vespa gigante asiática no estado.

A vespa, originária da Ásia, é a maior do mundo, com mais de 5 centímetros, do tamanho aproximado do polegar de uma pessoa adulta. Por causa de sua picada, que possui uma neurotoxina, cerca de 50 pessoas morrem, por ano, no Japão. Além disso, ela pode cuspir seu veneno.

Os cientistas ainda não sabem como as vespas gigantes entraram nos Estados Unidos. Assim como outras espécies invasoras, esses insetos podem ter chegado ali junto com cargas internacionais.

Nos últimos meses, equipes de pesquisadores buscaram encontrar um ninho das vespas. Usaram várias técnicas para rastrear os insetos até que, na semana passada, acharam um numa propriedade particular na cidade de Blaine.

“A detecção bem-sucedida de um ninho ocorre depois que vespas gigantes asiáticas foram encontradas vivas, capturadas em um novo tipo de armadilha que a agência havia colocado na área. Elas receberam rastreadores de rádio para que fosse possível segui-las de volta ao ninho”, explicou o departamento de agricultura americano em comunicado para a imprensa.

Encontrado e destruído um ninho da ‘vespa gigante assassina’, espécie invasora da Ásia que chegou aos Estados Unidos

Além de picar, a vespa pode cuspir seu veneno

No total, foram capturadas 98 vespas. O ninho estava em uma árvore e foi montada uma operação de guerra para destruí-lo e tirar os insetos do local. Toda a equipe que participou da ação vestia trajes de proteção especiais. As vespas foram sugadas e nas próximas semanas a árvore será derrubada para que se possa ter noção do tamanho real do ninho e se havia mais “rainhas” nele.

O trabalho de rastreamento de outras possíveis vespas na região continuará.

Encontrado e destruído um ninho da ‘vespa gigante assassina’, espécie invasora da Ásia que chegou aos Estados Unidos

Esforço de guerra para capturar os insetos

Abelhas: principais vítimas da vespa assassina

A Vespa mandarinia só ataca humanos quando é incomodada. Na verdade, as principais vítimas desse inseto são as abelhas. Um dos principais sinais da presença desse predador é quando elas aparecem decapitadas em colmeias.

Em poucos minutos, apenas uma vespa asiática pode matar dezenas de abelhas. Em menos de quatro horas, 30 delas são capazes de provocar a morte de 30 mil abelhas em uma colmeia.

“Elas parecem como algo de um desenho animado de monstro com esse enorme rosto amarelo-laranja”, diz Susan Cobey, criadora de abelhas do Departamento de Entomologia da Universidade Estadual de Washington.

“É uma vespa assustadoramente grande, com risco para a saúde do homem, mas o pior, é um predador significativo de abelhas”, acrescentou Todd Murray, entomologista da WSU Extension e especialista em espécies invasoras.

Encontrado e destruído um ninho da ‘vespa gigante assassina’, espécie invasora da Ásia que chegou aos Estados Unidos

O minúsculo rastreador colocado em uma vespa para que a equipe conseguisse encontrar a localização do ninho

O ciclo de vida das ‘vespas assassinas’ começa em abril, na primavera do Hemisfério Norte, quando as rainhas emergem da hibernação, se alimentam de seiva e frutas das plantas e procuram um covil subterrâneo para construir seus ninhos.

“Uma vez estabelecidas, as colônias crescem e enviam trabalhadores para encontrar comida e presas. As vespas são mais destrutivas no final do verão e no início do outono, quando estão em busca de fontes de proteína para criar as rainhas do próximo ano”, revelam.

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Fotos: divulgação Washington State Department of Agriculture/Sheri Hartman

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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