Em maio, Amazônia Legal registra alertas de desmatamento em 900 km2, a segunda maior área, nesse mês, desde 2016

Em maio, Inpe detecta alertas de desmatamento em 900 km2 na Amazônia Legal, a segunda maior área, nesse mês, desde 2016

Amazônia Legal compreende oito estados brasileiros – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins, e parte do Maranhão – e corresponde a 59% do território nacional.

Essa região é diariamente acompanhada pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com o sistema Deter que identifica alertas de desmatamento e os divulga em seu site.

Na semana passada, a instituição apresentou o índice de maio, que aponta alertas detectados em uma área de 900km², a segunda maior para o mês, em seis anos, ficando atrás apenas de 2021. 

Pela segunda vez no ano, o Amazonas (estado que abriga o Vale do Javari, região onde desapareceram o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips) foi o que mais desmatou: quase 1/3 desse total ou 298 km². Ultrapassou novamente o Pará – 272 km² – que, até em geral, lidera o ranking da devastação.

Rondônia ficou em terceiro lugar (149 km²), deixando para trás o Mato Grosso (147 km²) que, em abril, estava nessa posição. Em seguida, Acre (28 km²), Maranhão (5 km²), Roraima e Tocantins (com 1 km², cada). Não foram registrados alertas no Amapá

O sistema Deter não é o dado oficial de desmatamento na Amazônia (missão de outro sistema: o Prodes), mas identifica alterações diárias da cobertura florestal em áreas maiores que três hectares ou 0,03 km², indicando áreas totalmente devastadas e em processo de degradação devido a atividades ilegais como garimpo ilegalexploração de madeiragrilagem, entre outras.

Os dados do Prodes (que apresentam o cenário da devastação de agosto de um ano a julho de outro), podem superar o que é sinalizado pelo Deter. Portanto, em agosto próximo, podemos ter más notícias novamente. A última medição oficial refere-se ao período que vai de agosto de 2020 a julho de 2021 e indica alertas em 13 mil km² na Amazônia Legal.

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Foto: Victor Moriyama/Greenpeace Brasil

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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