Em defesa das florestas e do futuro, Caetano Veloso lidera ato em Brasília contra o ‘Pacote da Destruição’ que tramita no Congresso

Em defesa das florestas, Caetano Veloso lidera ato em Brasília contra o 'pacote da destruição' que tramita no Congresso

Nem bem voltaram de férias e os deputados federais da base aliada do governo Bolsonaro aprovou o PL do Veneno, que integra o Pacote da Destruiçãoum conjunto de projetos de lei em tramitação no Congresso, que pode anistiar a grilagem, extinguir na prática o licenciamento ambiental e aumentar o esbulho sobre as terras indígenas. Agora, há, pelo menos, mais seis projetos de lei (PLs) que, se forem aprovados no Congresso, causarão impactos irreversíveis na Amazônia e também no clima, na segurança e nos direitos humanos, garantindo um futuro trágico para o país.

A votação de qualquer um deles pode acontecer a qualquer momento. Por isso, toda mobilização é bem-vinda para evitar que crimes ambientais sejam legalizados e o desmatamento torne-se ainda mais desenfreado, transformando o Brasil em “um dos maiores parias climáticos do mundo“, como alerta o Observatório do Clima.

Diante desse cenário catastrófico, artistas, organizações e movimentos sociais se uniram para realizar um grande ATO EM DEFESA DA TERRA, em 9 de março, às 15h, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

Sua intenção é pedir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que nenhum dos projetos desse “combo da morte” seja votado até que “esteja alinhado com a ciência, com as demandas das populações tradicionais e à luz da emergência climática”, ressalta o Observatório do Clima, em nota.

O deputado Arthur Lira, presidente da Câmara, não esconde que ocupa essa posição no Congresso para defender os interesses de Bolsonaro e correligionários, facilitando a aprovação de projetos que liberem agrotóxicos, promovam a grilagem de terras e eliminem a proteção ambiental, fragilizando a legislação.

Como todos os PLs aprovados na Câmara passam pelo Senado, Rodrigo Pacheco pode impedir que sejam aprovados sem que se ouça a Ciência e sem que a sociedade se pronuncie a respeito de riscos e consequências de cada projeto.

Quem vai?

Caetano convocou o Brasil e diversos artistas, entre outras personalidades, aderiram e estão divulgando (imagens acima) a mobilização. Entre eles:

Emicida, Seu Jorge, NandoReis, Bela Gil, Criolo, Daniela Mercury, Eloisa Lucinda, Cristiane Torloni, Letícia Sabatella, Maria Ribeiro, Baco Exu do Blues, Malu Mader, Alessandra Negrini, Bruno Gagliasso, Nathália Dill, Paula Burlamaqui, Lázaro Ramos, Maria Gadú, Bel Coelho, Rafa Kaliman, Paola Carosella e a banda Natiruts.

Eles se uniram a 232 organizações ambientalistas, estudantis, indígenas, sindicais, do movimento negro e da academia como 342 Amazônia, APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Greenpeace Brasil, Vila Campesina, Observatório do Clima, ClimaInfo, União Nacional dos Estudantes (UNE), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Mídia Ninja.

É a primeira vez que um conjunto tão diverso de atores da sociedade realiza um ato dessa dimensão tendo a pauta socioambiental à frente.

“Cada um desses projetos retira dos brasileiros um pedaço de seu futuro”, afirmam as organizações num manifesto (que você pode ler no final deste post). “Para premiar um punhado de criminosos, eles condenam os ecossistemas, os assentamentos rurais, os indígenas e os quilombolas. Ampliam o abismo da desigualdade. Mergulham nossa economia no atraso e no descrédito externo e tornam o Brasil um risco climático global.”

As entidades pedem ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que nenhum dos projetos do “combo da morte” seja votado até que esteja alinhado com a ciência, com as demandas das populações tradicionais e à luz da emergência climática.

Os PLs da destruição

O Observatório do Clima listou os PLs mais ameaçadores que precisam ser barrados já, que reproduzimos abaixo.

  • Projeto de Lei (PL) 2.159 – LICENCIAMENTO AMBIENTAL
    Torna o licenciamento ambiental uma exceção, em vez de ser a regra. Também dissemina o ‘licenciamento autodeclaratório’, que dispensa até a verificação do relatório de descrição do empreendimento, além de expandir a lista de atividades que não precisam de licenciamento ambiental.

    A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados (PL 3.729) e pode ser pautada para votação no Senado a qualquer momento. De acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), apenas no estado do Amazonas, a dispensa de licenciamento ambiental para a rodovia BR-319 poderia levar a um desmatamento de 170 mil quilômetros quadrados até 2050, resultando na emissão de aproximadamente 8 bilhões de toneladas de CO2 no período.

    O que é licenciamento ambiental? É um processo administrativo multidisciplinar realizado pelos órgãos ambientais competentes. Esses órgãos expedem licença para que os empreendimentos instalem, ampliem e operem atividades que utilizem recursos ambientais e que possam trazer riscos de poluição ou outras formas de degradação do meio ambiente. Assim, o licenciamento ambiental é o processo por meio do qual o Estado executa seu dever de conciliar o desenvolvimento econômico e a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais, orientado por conduta técnica, responsável, ética e dentro dos limites legais.
  • PL 2.633 e PL 510 – GRILAGEM
    Os dois projetos de lei estão relacionados e ambos concedem anistia à grilagem de terras públicas. Se aprovados, poderão permitir a regularização de áreas ilegalmente ocupadas em qualquer momento da história.

    Além disso, grandes propriedades, de até 2.500 hectares, poderão ser tituladas com uma mera autodeclaração. Ou seja, estimulam a continuidade de ocupação de terras públicas e do desmatamento.

    O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados (PL 2.633) e pode ser pautado para votação no Senado a qualquer momento, em uma versão ainda pior, que é a do PL 510.

    O que é grilagem de terras? É o roubo de terras, em geral públicas, por meio da invasão e do desmatamento para garantir um título fraudulento que permita a sua venda posterior. Hoje, a grilagem de terras é o principal motor do desmatamento no país, que, por sua vez, é responsável por 46% de todas as emissões brasileiras de gases do efeito estufa.
  • PL 490 – MARCO TEMPORAL
    Altera a demarcação das Terras Indígenas (TIs) e permite, entre outras coisas, a reintegração de posse de “reservas indígenas” pelo Governo Federal baseada em critérios subjetivos, colocando em risco pelo menos 66 territórios habitados por mais de 70 mil pessoas e que cobrem uma área total de 440 mil hectares.

    Além disso, estabelece que a demarcação pode ser contestada em qualquer estágio do processo e estabelece o “Marco Temporal” para todas as demarcações de Terras Indígenas. De acordo com o Marco Temporal, povos indígenas que não estivessem ocupando – e produzindo em – seu território ancestral em outubro de 1988 poderiam perder o direito originário à terra.

    As versões em debate permitem ainda a implantação de grandes empreendimentos nas TIs sem consulta às comunidades afetadas. A proposta foi considerada “constitucional” pelas principais comissões da Câmara dos Deputados, dominada pela bancada ruralista, e é uma das agendas prioritárias do Governo Federal.

    O que é Marco Temporal? É uma tese jurídica que defende uma alteração na política de demarcação de terras indígenas no Brasil. Segundo essa tese, só poderia reivindicar direito sobre uma terra o povo indígena que já a estivesse ocupando no momento da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.
  • PL 191 – GARIMPO EM TERRAS INDÍGENAS
    Autoriza a mineração e construção de hidrelétricas em terras indígenas, inclusive nas que têm indígenas isolados. Valida todos os requerimentos de exploração de minérios que tenham sido solicitados ou protocolados antes da Lei.

    Funciona como um libera geral a grandes empreendimentos e a garimpo em terras indígenas, aumentando riscos de vida, ambientais, sanitários e violência contra povos indígenas. Legaliza garimpos, atividade que, segundo a Constituição brasileira, não pode ser regulamentada em TIs.

    O PL também autoriza hidrelétricas, pesquisa e lavra mineral em TIs não homologadas, sem a autorização do Congresso Nacional e a oitiva dos indígenas prevista na Constituição. O PL não considera a necessidade de consentimento dos povos indígenas para as atividades nele previstas, todas altamente impactantes. Foi apresentado pelo Executivo e aguarda criação de Comissão Especial na Câmara de Deputados.
  • PL 6.299 – PACOTE DO VENENO
    Revoga a atual Lei de Agrotóxicos (7.802/89) e pretende flexibilizar ainda mais a aprovação e o uso de agrotóxicos no país. Se aprovado, irá transferir todo o poder de decisão de aprovação de um novo agrotóxico para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    Dessa forma, irá praticamente excluir órgãos fundamentais no processo de avaliação e aprovação, como o Ibama e a Anvisa, responsáveis pelos pontos mais importantes em jogo: meio ambiente e saúde.

    Além disso, viabilizará o registro de substâncias cancerígenas e que atualmente são proibidas pelos riscos comprovados à saúde. Quase metade (cerca de 43%) das liberações de veneno no Brasil ocorreram nos últimos três anos, o que tem firmado o país no posto de líder mundial no consumo de agrotóxicos.

    O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e depende, agora, da apreciação do Senado.

Uma análise mais detalhada foi feita pela mesma organização e pode ser lida em Pacote da Destruição: o que dizem os projetos de lei em pauta.

O manifesto

Esta é a ‘Convocatória dos Movimentos’ pelo Ato em Defesa da Terra e contra o Pacote da Destruição:

A democracia, os direitos humanos, o meio ambiente e a saúde da população brasileira, entre diversas outras agendas, estão sob ataque incessante desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República. Hoje o Brasil é um país mais pobre, mais violento e mais desigual, cujo governo atenta contra a vida dos cidadãos e contra o patrimônio socioambiental do país.

Todos os indicadores são de trágico retrocesso: desmatamento, emissões de gases de efeito estufa, perda da sociobiodiversidade, grilagem de terra, degradação de áreas protegidas, invasões a territórios indígenas e quilombolas, envenenamento dos alimentos, violência e criminalização contra populações tradicionais e camponesas, especialmente mulheres e negros.

A Amazônia e outros biomas nacionais estão sendo destruídos. Tudo isso decorre dos atos e dos discursos de Bolsonaro e de seus apoiadores. Mas esse quadro pode não apenas piorar, como se eternizar, caso o Congresso Nacional resolva se aliar definitivamente ao presidente em sua cruzada contra o país e o planeta.

O Parlamento se prepara para votar nos próximos dias o Pacote da Destruição, um conjunto de projetos de lei que irão legalizar o crime ambiental e transformar a devastação e o esbulho do patrimônio público em direito adquirido. Entre os vários desastres que poderão ser aprovados estão a anistia permanente ao roubo de terras públicas, o fim do licenciamento ambiental, a liberação irrestrita de agrotóxicos e a oficialização do saque às terras indígenas. Veja a descrição detalhada dos projetos aqui.

Cada um desses projetos retira dos brasileiros um pedaço de seu futuro. Para premiar um punhado de criminosos, eles condenam os ecossistemas, os assentamentos rurais, os indígenas e os quilombolas. Ampliam o abismo da desigualdade. Mergulham nossa economia no atraso e no descrédito externo e tornam o Brasil um risco climático global.

É diante deste cenário de crise e urgência que os movimentos abaixo assinados e dezenas de artistas brasileiros convocam uma ampla manifestação no dia 9 de março de 2022, a partir das 15h, em frente ao Congresso Nacional, pela Terra, pela vida e em defesa do meio ambiente.

Exigimos que os projetos de lei que afetam negativamente o ambiente, o clima e os direitos humanos não sejam aprovados. Os parlamentares, e em especial o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, devem garantir que nenhuma proposta seja colocada em votação até que esteja alinhada com o que diz a ciência, com as demandas e necessidades das populações tradicionais e do campo e à luz da emergência climática que vivemos.

Assinam este manifesto:

  1. 342 AMAZÔNIA
  2. 350.ORG
  3. 5 ELEMENTOS INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE
  4. AAB – ARTICULAÇÃO ANTINUCLEAR BRASILEIRA
  5. ABA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGROECOLOGIA
  6. ABAI – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO
  7. ABI – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA
  8. ABJD – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE JURISTAS PELA DEMOCRACIA
  9. ABONG – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONGS
  10. ABRA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE REFORMA AGRÁRIA
  11. ABRASCO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE COLETIVA
  12. AÇÃO DA CIDADANIA
  13. ACD – AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA
  14. ACTION AID BRASIL
  15. AGAPAN – ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL
  16. AMAS – ASSOCIAÇÃO MARUBO DO MÉDIO RIO CURUÇÁ
  17. AMAZON WATCH
  18. AMIGOS DA TERRA – AMAZÔNIA BRASILEIRA
  19. AMIGOS DA TERRA BRASIL
  20. AGHENDA – ASSESSORIA E GESTÃO EM ESTUDOS DA NATUREZA,DESENVOLVIMENTO HUMANO E AGROECOLOGIA
  21. ANDES-SN – SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DOENSINO SUPERIOR
  22. ANGÁ – ASSOCIAÇÃO PARA A GESTÃO SOCIOAMBIENTAL DO TRIÂNGULOMINEIRO
  23. ANPG – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS GRADUANDOS
  24. APD – ASSOCIAÇÃO ADVOGADAS E ADVOGADOS PÚBLICOS PARA ADEMOCRACIA
  25. APOENA – ASSOCIAÇÃO EM DEFESA DO RIO PARANÁ, AFLUENTES E MATACILIAR
  26. APIB – ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL
  27. APREMAVI – ASSOCIAÇÃO DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E DA VIDA
  28. APS – ASSOCIAÇÃO POÇOS SUSTENTÁVEL
  29. ARTICULAÇÃO AGRO É FOGO
  30. ARTICULAÇÃO IGREJAS E MINERAÇÃO
  31. ARTICULAÇÃO POPULAR SÃO FRANCISCO VIVO SERGIPE
  1. ARTIGO 19
  2. ASCEMA NACIONAL – ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES FEDERAIS DE MEIOAMBIENTE
  3. ASSIBGE SN – SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DOIBGE
  4. ASSOCIAÇÃO AMBIENTALISTA COPAÍBA
  5. ASSOCIAÇÃO ALTERNATIVA TERRAZUL
  6. ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANURU PAUNARY
  7. ASSOCIAÇÃO DE DEFESA ETNOAMBIENTAL – KANINDÉ
  8. ASSOCIAÇÃO INSTITUTO ARAGUAIA
  9. ASSOCIAÇÃO METAREILÁ DO POVO INDÍGENA PAITER SURUÍ
  1. ASSOCIAÇÃO ONÇA D’ÁGUA
  2. ASSOCIAÇÃO PLANT-FOR -THE-PLANET
  3. ASSOCIAÇÃO VILA DOS SONHOS
  4. ASSOCIAÇÃO URU EU WAU WAU JUPAÚ
  5. BATALÁ BRASÍLIA
  6. BRIGADAS POPULARES
  7. CAMPANHA PERMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA
  8. CASA FLUMINENSE
  9. CASA GALILEIA
  10. CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR
  11. CBJP/CNBB – COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ
  12. CEBES CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS DA SAÚDE
  13. CEDAPS – CENTRO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
  14. CENTER FOR ENVIRONMENTAL PEACEBUILDING
  15. CENTRAL DO CERRADO
  16. CENTRO DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA E DEFESA DOS DIREITOS HUMANOSPADRE JOSIMO
  17. CENTRO ECOLÓGICO
  18. CEPPEC – CENTRO DE PRODUÇÃO, PESQUISA E CAPACITAÇÃO DOCERRADO
  19. CFEMEA – CENTRO FEMINISTA DE ESTUDOS E ASSESSORIA
  20. CIMI – CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO
  21. CIUPOA – CENTRO DE INTELIGÊNCIA URBANA DE PORTO ALEGRE
  22. CLIMAINFO
  23. CMP – CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES
  24. CNBB – COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ
  25. CNS – CONSELHO NACIONAL DAS POPULAÇÕES EXTRATIVISTAS
  26. CNTE – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
  27. COALIZÃO EVANGÉLICOS PELO CLIMA
  28. COALIZÃO PELO CLIMA NO BRASIL
  29. COALIZÃO PELO CLIMA SP
  30. COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS
  31. COLETIVO CULTURAL SOL NASCENTE
  32. COLLECTIF ALERTE FRANCE BRÉSIL / MD18
  33. COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ DA CNBB
  34. COMISSÃO DE PROMOÇÃO DE DIGNIDADE HUMANA DA ARQUIDIOCESE DEVITÓRIA (ES)
  35. COMISSÃO DOMINICANA DE JUSTIÇA E PAZ DO BRASIL
  36. COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA DIOCESE DE XINGU-ALTAMIRA
  37. COMISSÃO PRÓ ÍNDIO DO ACRE (CPI-ACRE)
  38. COMITÊ CHICO MENDES
  39. COMITÊ MESTRE MÔA DO KATENDÊ
  40. COMITÊ MINEIRO DE APOIO ÀS CAUSAS INDÍGENAS
  41. COMITÊ NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS FRENTE À MINERAÇÃO
  42. COMITÊ POPULAR DE LUTA PELA VERDADE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
  43. CONAM – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES
  44. CONAQ – COORDENAÇÃO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO DAS COMUNIDADESNEGRAS RURAIS QUILOMBOLAS
  45. CONECTAS DIREITOS HUMANOS
  46. CONEN – COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS
  47. CONTAG – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES RURAISAGRICULTORES E AGRICULTORAS FAMILIARES
  48. CPP – CONSELHO PASTORAL DOS PESCADORES
  49. CPT – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
  50. CSB – CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS
  51. CSP-CONLUTAS
  52. CTI – CENTRO DE TRABALHO INDIGENISTA
  53. CÚPULA DOS POVOS RIO+30 – FACILITAÇÃO COLEGIADA
  54. CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
  55. ECOECO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA ECOLÓGICA
  56. DELIBERA BRASIL
  57. ECOSBRASIL – ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA DE COOPERAÇÃO SOCIAL
  58. ENGAJAMUNDO
  59. ESCOLA DE ATIVISMO
  60. FAMÍLIA PR15
  61. FAOR – FÓRUM DA AMAZÔNIA ORIENTAL
  62. FASE – SOLIDARIEDADE E EDUCAÇÃO
  63. FBOMS – FÓRUM BRASILEIRO DE ONGS E MOVIMENTOS SOCIAIS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO
  64. FEEA-RJ -FÓRUM ESTADUAL DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS
  65. FIAN BRASIL – ORGANIZAÇÃO PELO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO E À NUTRIÇÃO ADEQUADAS
  66. FMCJS – FÓRUM MUDANÇAS CLIMÁTICAS E JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL
  67. 107. FONASC – FÓRUM NACIONAL DA SOCIEDADE CIVIL NOS COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS
  68. FÓRUM AMAZONENSE DE COMBATE AOS IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS
  69. FÓRUM BAIANO DE COMBATE AOS AGROTÓXICOS
  70. FÓRUM MARANHENSE DE MULHERES
  71. FÓRUM MUNDIAL DE TEOLOGIA E LIBERTAÇÃO
  72. FÓRUM NACIONAL DE COMBATE AOS IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS
  73. FÓRUM POPULAR DA NATUREZA
  74. FÓRUM POTIGUAR DE COMBATE AOS EFEITOS DOS AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS, NA SAÚDE, MEIO AMBIENTE, SOCIEDADE E EM DEFESA DA AGROECOLOGIA
  75. FRENTE NACIONAL ANTI-RACISTA
  76. FRIDAYS FOR FUTURE BRASIL
  77. FUNDAÇÃO ESQUEL
  78. FUNDACIÓN AVINA
  79. GAMBÁ
  80. GREENPEACE BRASIL
  81. GRUPO CARTA DE BELÉM
  82. GT-MAR – GRUPO DE TRABALHO PARA USO E CONSERVAÇÃO MARINHA
  83. HABITAT PARA A HUMANIDADE BRASIL
  84. ICV – INSTITUTO DE CENTRO DE VIDA
  85. IDEC – INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
  86. IDS – INSTITUTO DEMOCRACIA E SUSTENTABILIDADE
  87. IEB – INSTITUTO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO DO BRASIL
  88. IEMA – INSTITUTO DE ENERGIA E MEIO AMBIENTE
  89. IEPÉ – INSTITUTO DE PESQUISA E FORMAÇÃO INDÍGENA
  90. IMAFLORA – INSTITUTO DE MANEJO E CERTIFICAÇÃO FLORESTAL E AGRÍCOLA
  91. INA – INDIGENISTAS ASSOCIADOS
  92. INESC – INSTITUTO DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS
  93. INSTITUTO ALANA
  94. INSTITUTO CASA COMUM
  95. INSTITUTO ETHOS DE EMPRESAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL
  96. INSEA – INSTITUTO NENUCA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  97. INSTITUTO BRASIL ORGÂNICO
  98. INSTITUTO DE EDUCAÇÃO 5 ELEMENTOS
  99. INSTITUTO JURUÁ
  100. INSTITUTO JUSTIÇA FISCAL
  101. INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA
  102. INSTITUTO ECOLÓGICA PALMAS
  103. IFB – INSTITUTO FERNANDO BONILLO DE PESQUISA E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
  104. INSTITUTO KABU
  105. INSTITUTO LINHA D’ÁGUA
  106. INSTITUTO PHYSIS – CULTURA & AMBIENTE
  107. INSTITUTO TALANOA
  108. IPAM – INSTITUTO DE PESQUISA AMBIENTAL DA AMAZÔNIA
  109. IPÊ – INSTITUTO DE PESQUISAS ECOLÓGICAS
  110. ISA – INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL
  111. ISEC – INTERNATIONAL STUDENTS ENVIRONMENTAL COALITION BRASIL
  112. ISPN – INSTITUTO SOCIEDADE, POPULAÇÃO E NATUREZA
  113. JOVENS PELO CLIMA BRASÍLIA
  114. KOINONIA – PRESENÇA ECUMÊNICA E SERVIÇO
  115. LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
  116. LIGA DAS MULHERES PELO OCEANO
  117. MAB – MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS
  118. MAM – MOVIMENTO PELA SOBERANIA POPULAR NA MINERAÇÃO
  119. MARCHA MUNDIAL POR JUSTIÇA CLIMÁTICA / MARCHA MUNDIAL DO CLIMA
  120. MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
  121. MARÉ SOCIOAMBIENTAL
  122. MÍDIA NINJA
  123. MOVIMENTO ACREDITA
  124. MOVIMENTO CIÊNCIA CIDADÃ
  125. MOVIMENTO DA JUVENTUDE INDÍGENA DE RONDÔNIA
  126. MOVIMENTO NOSSA BH
  127. MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DE SÃO PAULO
  128. MMC – MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS
  129. MNCCD – MOVIMENTO NACIONAL CONTRA CORRUPÇÃO E PELA DEMOCRACIA
  130. MNDH – MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
  131. MPA – MOVIMENTO DOS PEQUENOS AGRICULTORES
  132. MPP – MOVIMENTO DOS PESCADORES E PESCADORAS
  133. MST – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TERRA
  134. MTST – MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM-TETO
  135. NADZOERI – ORGANIZAÇÃO BANIWA E KORIPAKO NADZOERI
  136. NEDAI – NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE DIREITOS ANIMAIS E INTERSECCIONALIDADES DA UNB
  137. NOSSAS
  138. OBSERVATÓRIO DO CLIMA
  139. ODS – ORGANIZAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  140. OBSERVATÓRIO DO MARAJÓ
  141. OLMA – OBSERVATÓRIO NACIONAL DE JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL LUCIANO MENDES DE ALMEIDA
  142. OPIAC – ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES INDÍGENAS DO ACRE
  143. OXFAM BRASIL
  144. PASTORAL OPERÁRIA NACIONAL
  145. PERIFERIA SEM FRONTEIRAS
  146. PERIFACONNECTION
  147. PLATAFORMA CIPÓ
  148. PLATAFORMA DE DIREITOS HUMANOS DHESCA BRASIL
  149. PROIFES – FEDERAÇÃO DE SINDICATOS DE PROFESSORES E PROFESSORAS DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR E DE ENSINO BÁSICO TÉCNICO E TECNOLÓGICO
  150. PROJETO SAÚDE E ALEGRIA
  151. PONTEAPONTE
  152. RCA – REDE DE COOPERAÇÃO AMAZÔNICA
  153. REAPI – REDE AMBIENTAL DO PIAUÍ
  154. REDA-BRASIL – REDE ECUMÊNICA DA ÁGUA
  155. REDE BRASILEIRA DE CONSELHOS
  156. REBEA – REDE BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
  157. REDE BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ
  158. REDE DE MULHERES NEGRAS DE PERNAMBUCO
  159. REDE GTA – GRUPO DE TRABALHO AMAZÔNICO
  160. REDE IGREJAS E MINERAÇÃO
  161. REDE IRERÊ DE PROTEÇÃO A CIÊNCIA
  162. REDE JUBILEU SUL BRASIL
  163. REDE SEM FRONTEIRAS
  164. REPAM BRASIL – REDE ECLESIAL PAN-AMAZÔNICA
  165. RESISTÊNCIA
  166. RMA – REDE DE ONGS DA MATA ATLÂNTICA
  167. RUA – JUVENTUDE ANTICAPITALISTA
  168. RUCA – REDE URBANA CAPIXABA DE AGROECOLOGIA
  169. SAPI – SOCIEDADE AMIGOS POR ITAÚNAS
  170. SBPC – SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA
  171. SETORIAL DE DIREITOS ANIMAIS DO PT
  172. SINASEFE – SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
  173. SINDGCT – SINDICATO NACIONAL DOS GESTORES EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
  174. SOBREVIVENTES DE RUA
  175. SOMOS DEMOCRACIA
  176. SOS CORPO – INSTITUTO FEMINISTA PARA DEMOCRACIA- RECIFE/PE
  177. SOS MATA ATLÂNTICA
  178. SOS PANTANAL
  179. SPVS – SOCIEDADE DE PESQUISA EM VIDA SELVAGEM E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
  180. TERRA DE DIREITOS
  181. UBES – UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS
  182. UJS – UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA
  183. UMA GOTA NO OCEANO
  184. UMIAB – UNIÃO DAS MULHERES INDÍGENAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
  185. UNE – UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES
  186. UNEAFRO BRASIL
  187. UNIVISA – ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DA ANVISA
  188. URI – INICIATIVA DAS RELIGIÕES UNIDAS
  189. VIA CAMPESINA
  190. WASHINGTON BRAZIL OFFICE
  191. WWF-BRASIL
  192. ZANZALAB

Fotos: Reproduções do Instagram

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.