Em apenas um dia, Groenlândia perdeu 8,5 bilhões de toneladas da camada de gelo

Por causa do calor, em apenas um dia, a Groenlândia perdeu 8,5 bilhões de toneladas da camada de gelo

Em 2019, a Groenlândia já tinha ganhado as manchetes mundiais quando registrou uma temperatura 20oC acima da média, que chocou cientistas. Naquele ano, um pesquisador do Instituto Meteorológico da Dinamarca divulgou uma imagem e impressionante. Parecia até montagem, mas não era. A fotografia mostrava cachorros puxando um trenó sobre a água, onde na verdade, deveria ter gelo. Isso porque naquele dia 13 de junho os termômetros marcaram 22oC acima do que era comum para aquela época do ano.

Esta semana, novamente, a Groenlândia sofreu com os efeitos da crise climática. Segundo um alerta feito pelo Instituto Ártico da Dinamarca, na terça-feira (28/07) foi registrado um degelo massivo no país. Mais de 8,5 bilhões de toneladas de gelo derreteram, o suficiente, de acordo com os pesquisadores, para inundar com 2 centímetros de água o estado americano inteiro da Flórida. E desde domingo, dois dias antes, a massa de gelo perdida chegou a 18,4 bilhões de toneladas.

Cada vez mais essas anomalidades estão se tornando frequentes na Groenlândia. Em 2019, ano da foto do trenó sobre a água, ainda no começo do verão, no dia 5 de junho, foram perdidos 2 Gt (2 bilhões de toneladas ou 2 km³) de gelo.

O degelo da Groenlândia é um fenômeno normal, que acontece anualmente. Todavia, ele geralmente ocorre durante os meses de pico do verão no Hemisfério Norte, julho e agosto. Mas o que preocupa cientistas é que ele tem acontecido cada vez mais cedo, no início de junho.

Em todo o planeta Terra, a área do Ártico é a que mais tem sofrido com o aquecimento global. O degelo no polo norte atingiu um nível alarmante: uma aceleração de 280% nas últimas quatro décadas.

*Com informações da CNN

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Foto: Steve Weston/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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