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Elefante Jamba morre, aos 29 anos, no Zoológico de BH e seu corpo será empalhado para integrar exposição 

Elefante Jamba morre, aos 29 anos, no Zoológico de BH e seu corpo será empalhado para integrar exposição 

Desde 2021, o elefante Jamba, de 29 anos, sofria com inflamação crônica na pata anterior direita, que, se agravou nas últimas três semanas, restringindo sua locomoção. 

Ele estava sob os cuidados da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), responsável pela gestão do Zoológico de Belo Horizonte – onde vivia desde 1998 –, da Escola de Veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e do Zoológico do Oregon (EUA)reconhecido como especialista em elefantes -, e frequentava sessões de fisioterapia, tomava medicamentos e usufruía de medidas de conforto e bem-estar.

Mas Jamba não resistiu. Ontem (26), morreu, certamente devido ao agravamento de seu estado de saúde, mas a causa exata só será confirmada pela FPMZB após a necropsia.

Da Namíbia para BH

Jamba nasceu em 1996, no Parque Nacional de Etosha, na Namíbia, no sudoeste da África, e foi transferido para o Brasil quando tinha dois anos. 

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Para o zoólogo Ignácio Morais, naquela época, Jamba teve muita sorte ao ser encaminhado para o Zoológico de BH.

“Era a única saída para não levar um tiro” e poderia ter sido enviado para um circo. “Foi viver com outros três indivíduos da sua espécie na primeira instituição da América do Sul a manejar elefantes por contato protegido. Ou seja, sem o uso da punição física com bullhook” (ferramenta usada para treinar e controlar elefantes, tipicamente em circos e em alguns países asiáticos, também conhecida como aguilhão ou ankus), prática que, “tristemente, ainda assombra muitos elefantes ao redor do mundo”.

Sua partida acontece quase quatro anos após o falecimento da elefanta Baré – um dos animais mais idosos da instituição -, em outubro de 2021, aos 46 anos, devido à infecção generalizada resultante de infecções uterina e pulmonar. 

Joca, companheiro de Baré, partiu em 1995, aos 43 anos, vítima de broncopneumonia crônica. O casal participou das únicas experiências brasileiras de reprodução em cativeiro de elefantes do gênero africano, realizadas no zoológico de BH.

O primeiro filhote nasceu morto em 1983. O segundo, a fêmea Axé, nascida em 1987, é a única da espécie a viver na instituição. E é o primeiro filhote de elefante africano nascido sob cuidados humanos na América Latina.

A elefanta Baré, que morreu em 2021, e deu à luz ao primeiro filhote de 
elefante africano sob cuidados humanos na América Latina
Foto: PBH / divulgação
A elefanta Baré, que morreu em 2021, e deu à luz ao primeiro filhote de
elefante africano sob cuidados humanos na América Latina
Foto: PBH / divulgação

Corpo preservado para exposição 

O corpo de Jamba foi encaminhado para o Museu de Ciências Naturais PUC Minas para ser empalhado

Ele passará por processo de taxidermia, técnica de preservação da aparência externa de um animal morto, por meio da remoção de órgãos e ossos, também conhecida como empalhamento

Elefante Jamba morre, aos 29 anos, no Zoológico de BH e seu corpo será empalhado para integrar exposição 
Foto: Suzana Brugnara / divulgacão PBH

Em nota, a universidade explicou que “a taxidermia, o cuidadoso processo que faz a limpeza e preparo das espécies para fins educativos e de pesquisa, é realizada no Centro Técnico Operacional do Museu PUC Minas. O setor é composto por biólogos, auxiliares técnicos e um artista plástico, responsáveis pela fabricação e manutenção de réplicas, montagem das exposições, taxidermia e coleção de mamíferos”.

O objetivo do empalhamento é incluir Jamba na coleção cientifica do museu, em exposição permanente – “voltada para educação ambiental e letramento científico” –, que mantém os corpos empalhados da rinoceronte-branco Luna (morreu em 2023), do gorila Idi Amin (que era uma das principais atracões do zoo e morreu em 2012), das girafas Ana Raio e Zola e dos elefantes Joca e Margareth (destes, são mantidas apenas as ossadas).

O museu faz parte de um projeto – parceria entre a FPMZB e a PUC Minas –, que também recebe os corpos de animais que morreram por causas naturais para estudo e incorporação à coleção científica do museu.

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Foto: Suzana Brugnara / divulgacão PBH

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