Duas brasileiras estão entre as 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo na lista da BBC 2020

Duas brasileiras estão entre as 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo na lista da BBC 2020

Anualmente a rede britânica BBC elabora o ranking 100 Women, que reconhece o trabalho e o ativismo de mulheres ao redor do mundo. E na lista de 2020, divulgada ontem, novamente aparecem duas brasileiras: a educadora Cibele Racy e a modelo transgênero Lea T.

Este ano, a BBC destacou a atuação de mulheres, líderes em suas áreas, que advogam por mudanças, e fazem a diferença durante tempos tão difíceis, como 2020, quando o mundo inteiro parou por causa de uma pandemia.

A professora Cibele Racy foi uma das pioneiras no Brasil ao implementar um projeto educacional para combater o racismo onde ela lecionava, na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Nelson Mandela, no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo.

O trabalho realizado na escola pela educadora, que acabou se tornando diretora, virou modelo no país. Cibele envolveu todos no projeto, não apenas as crianças, mas sobretudo, os adultos. O objetivo era promover a inclusão.

Em sua página no Facebook, ela comemorou a notícia de ter sido uma das 100 mulheres da lista da BBC deste ano.

“Um dos momentos mais importantes da minha vida.Onde estou? Olha pro céu! As palavras? Fugiram todas pra longe de mim. Uma certeza? Que tive ao meu lado, durante minha vida, pessoas muito importantes. Vocês! Estão todos aqui do meu lado num abraço coletivo!”, escreveu.

A outra brasileira escolhida para compor o ranking 2020 é Lea T. A modelo ransgênero já foi capa das mais importantes publicações de moda internacionais. Começou sua carreira como estrela de uma campanha da grife francesa Givenchy, em 2010. A brasileira usa sua fama para falar contra o preconceito, defender os direitos das pessoas LGBT e inspirar outras pessoas, como ela, a seguirem seus sonhos.

Cibele e Lea aparecem ao lado de personalidades mundiais como a atriz e ativista americana, Jane Fonda, a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, a engenheira da Johns Hopkins University, responsável pelo mapa de rastreamento da COVID-19, que se tornou referência global, além da primeira prefeita mulher de Bogotá, Claudia López, a líder indígena do Equador, Nemonte Nenquimo, a dissidente polícia de Belarus, Sviatlana Tsikhanouskaya e a cientista britânica Sarah Gilbert, que lidera o time de pesquisadores que trabalham na vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford.

Confira a lista, com todos os 100 nomes, neste link.

Criado em 2013, o BBC 100 Women foi ao ar na Inglaterra, pela primeira vez, como uma série que discutia o papel da mulher no século XXI e as dificuldades e batalhas enfrentas por elas no mundo inteiro. Desde então, a rede britânica elabora a lista todos os anos, com temas diferentes a cada edição.

Leia também:
Educação inclusiva é para todos!
Ensino da cultura africana: como cumprir esta lei nas escolas brasileiras?!
Ativista Sarah McBride é a primeira senadora transgênero eleita nos Estados Unidos
Áustria elege presidente ambientalista de esquerda e Filipinas, primeira deputada transgênero
Modelo transgênero ganha concurso na Espanha e vai disputar Miss Universo

Fotos: reprodução redes sociais Lea T. e Cibele Racy

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Deixe uma resposta