Dois leões morrem de Covid em zoológico da Índia

Dois leões morrem de Covid em zoológico da Índia

Com quase 400 mil mortos e 30 milhões de infectados, a Índia registrou também os primeiros óbitos de animais vítimas da Covid-19. A equipe do Vandalur Zoo, na área metropolitana da cidade de Chennai, informou que dois leões morreram devido ao novo coronavírus.

O macho Padmanaban, de 12 anos, estava sendo tratado há dias, mas não resistiu ao vírus. No começo do mês, uma fêmea já havia morrido de Covid. Outros dez leões também testaram positivo para a doença no zoológico, que está fechado. O diagnóstico foi feito através exames de sangue, após os felinos apresentarem sintomas como tosse e falta de apetite.

Há pouco mais de um mês, foram confirmados os casos de oito leões com coronavírus em outra cidade da Índia. Os animais infectados eram do Nehru Zoological Park, em Hyderabad. Exames revelaram que eles não foram contaminados pela nova variante do SARS-CoV-2, a Delta, considerada mais contagiosa e letal. Todos se recuperaram bem e não houve óbitos.  

Um dos primeiros casos confirmados no mundo de contaminação animal pelo coronavírus ocorreu em abril de 2020, quando um tigre do zoológico de Nova York testou positivo. Na época, o Bronx Zoo divulgou que a fêmea Nadia, de 4 anos, estava doente. Além dela, a irmã, Azul, dois outros tigres da espécie Amur e três leões africanos estavam com tosse, sinal que estavam infectados. Todavia, como para realizar o teste de sangue nesses animais é preciso sedá-los, o time do zoológico decidiu submeter apenas um deles, no caso, Nadia, ao procedimento (leia mais aqui).

Em março deste ano, orangotangos e bonobos foram vacinados contra a Covid no zoológico americano de San Diego. Depois que oito gorilas testaram positivo para a Covid em janeiro no local, decidiu-se pela vacinação de alguns animais. A vacina experimental foi desenvolvida por um laboratório de medicamentos veterinários.

A presença do novo coronavírus também foi detectada em fazendas de criação de visons nos Estados Unidos, Holanda, Espanha, Grécia, Suécia, Itália e Dinamarca. Só neste último, mais de 15 milhões deles precisaram ser sacrificados.

*Com informações do The Times of India e The News Minute

Leia também:
Cientistas alertaram, em 2007, que consumo de animais exóticos era bomba-relógio porque morcego é “reservatório de vírus SARS-Cov”
Tráfico de animais silvestres aumenta ameaça de novas pandemias e expansão para comércio digital impõe risco ainda maior à humanidade
“Se não restabelecermos equilíbrio entre natureza e homem, pandemias como essa se tornarão mais comuns”, alertam cientistas

Foto: domínio público/pixabay

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Deixe uma resposta