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Dois brasileiros estão em lista de seleto grupo dos ’50 Exploradores’ que estão mudando o mundo

Dois brasileiros estão em lista de seleto grupo dos '50 Exploradores' que estão mudando o mundo

Leo Lanna, fotógrafo e biólogo, fundador do Projeto Mantis, e Karina Oliani, montanhista e médica especializada em emergência e resgate em áreas remotas, acabam de ser indicados para um grupo do qual fazem parte exploradores mundialmente conhecidos como Neil Armstrong, Jane Goodall e Edmund Hillary.

Os nomes dos dois brasileiros foram anunciados durante a divulgação do “The Explorers Club 50 (EC50)”50 Pessoas Mudando o Mundo e os quais o Mundo Precisa Conhecer. Segundo os idealizadores da iniciativa, são indivíduos extraordinários que formam um “grupo de cientistas, educadores e conservacionistas cujo trabalho irá desvendar os segredos dos oceanos, promover a conservação, proteger espécies raras e ameaçadas de extinção e nos levar mais longe no espaço”.

O Mantis é um projeto de pesquisa, conservação e documentação de vida selvagem em florestas tropicais, tendo o louva-a-deus como foco principal. Leo Lanna também é um “National Geographic Explorer”, título dado pela publicação americana a jovens líderes que estão inspirando mudanças globais, e no ano passado foi um dos palestrantes do evento global TED, ao lado de Bill Gates e Al Gore, dentre outros (leia mais aqui).

“Estou super orgulhoso e feliz com a nomeação. Um reconhecimento importante ao trabalho que desenvolvemos no Projeto Mantis há oito anos, de uma ciência contemporânea, que une pesquisa, arte, divulgação e muita paixão pelas florestas tropicais. É um tipo de reconhecimento pelo “conjunto da obra” do nosso trabalho, que resistiu junto a tantos parceiros nos últimos anos e agora encontra novos ares para se trabalhar a ciência e conservação no Brasil”, disse Leo ao Conexão Planeta.

Os membros do “The Explorers Club 50” participam de eventos em outros países, ganham acesso a uma rede de colegas internacionais e com isso, surgem oportunidades de financiamento para novas pesquisas e projetos.

“São muitos planos, e esse reconhecimento traz visibilidade para continuarmos a trabalhar em prol da ciência e conservação. É claro que há desafios. Como organização independente, temos que ser criativos e nos esforçar muito para conquistar financiamentos e apoio, e nem sempre conseguimos. Mas as conquistas, as descobertas e o reconhecimento ajudam a continuarmos”, ressalta o fundador do Mantis.

Dois brasileiros estão em lista de seleto grupo dos '50 Exploradores' que estão mudando o mundo

Leo, à esquerda, ao lado do sócio, o designer e pesquisador Lvcas Fiat,
durante apresentação sobre expedição à Amazônia, no TED, em 2002

Já Karina Oliani foi a primeira brasileira a subir a segunda montanha mais alta do mundo, o K2, no Paquistão, e a primeira sul-americana a escalar as duas faces do Everest. É uma das cofundadoras do Instituto Dharma, que leva medicina especializada para áreas remotas do Brasil, como Piauí e Amazônia, e em países como Angola, Uganda e Índia, e da Associação Brasileira de Medicina de Áreas Remotas e Esportes de Aventura (Abmar).

“Esse título amarra tudo o que eu já fiz em toda a minha vida. É um dos maiores reconhecimentos que alguém da aventura e da medicina em áreas remotas pode receber”, afirmou ela em entrevista ao portal de notícias UOL.

Dois brasileiros estão em lista de seleto grupo dos '50 Exploradores' que estão mudando o mundo

Karina durante uma de suas escaladas

Criado em 1904, o grupo agrega pesquisadores e exploradores que já desbravaram os mais diferentes cantos do mundo. A indicação anual de 50 novos membros começou a ser feita em 2020 com o objetivo de ampliar a comunicação da ciência e para que ela seja mais inclusiva e represente as muitas e diversas vozes no mundo comunidade científica.

“Esperamos encontrar ou inspirar o próximo Buzz Aldrin, Jane Goodall, Neil DeGrasse Tyson ou Kathy Sullivan”, acredita Richard Garriott de Cayeux, presidente do The Explorers Club. “Numa época em que ciência está frequentemente sob ataque, precisamos garantir que esta próxima geração de cientistas e educadores receba tantas plataformas e recursos quanto possível para conduzir e promover seus trabalhos.”

Veja a lista completa com os demais exploradores neste link.

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Fotos: redes sociais do Projeto Mantis e de Karina Oliani

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