Do pasto ao prato: aplicativo indica origem da carne e práticas da cadeia de produção para orientar consumidor na compra

Do pasto ao prato: aplicativo indica origem da carne e práticas da cadeia de produção para orientar consumidor na compra

A pecuária é uma das principais atividades econômicas que promovem desmatamento, queimadas e trabalho escravo no Brasil. Mais que isso: também é responsável por casos de má higiene e de maus tratos aos animais, que afetam a saúde humana.

É inadmissível que tal cenário tenha continuidade e, para combatê-lo, é importante que o consumidor se torne mais consciente e comprometido.

O boicote de produtos que têm um rastro tão nocivo em sua trajetória – comum em boa parte das empresas que atuam nesse setor – é imprescindível para transformar essa cadeia de produção de forma que seja composta apenas por estabelecimentos com boas práticas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal. O que poderia contribuir também para a redução do consumo de carne no país.

Do pasto ao prato: aplicativo indica origem da carne e práticas da cadeia de produção para orientar consumidor na compra

Por isso, a organização Trase Earth – com o apoio da Repórter Brasil e da Universidade Católica de Louvain (UCLouvain), na Bélgica – desenvolveu o aplicativo Do Pasto ao Prato. Seu objetivo é ajudar a reformular o setor de alimentos tornando-o mais mais ético, sustentável e transparente, com a participação dos brasileiros.

Você sabe de onde vem a carne que você come? Certamente, não, e isso é muito grave. Hoje, os danos provocados por esse setor à sociedade são escondidos ou maquiados por cadeias de abastecimento muito complexas.

O aplicativo Do Pasto ao Prato torna essas informações acessíveis, disponibilizando dados sobre origem da carne e os impactos provocados durante sua produção, e ainda convida o consumidor a participar do processo no momento em que escolhe o produto no supermercado ou açougue.

Ao utilizar o aplicativo, o consumidor pode compartilhar informações sobre o produto, contribuindo para aprimorar o banco dados, o que o torna ainda mais completo e garante a transparência das cadeias de abastecimento no Brasil e no mundo. 

Munidos de mais informações – e informações confiáveis – os setores privado, público e as organizações da sociedade civil poderão desenhar ações e intervenções mais efetivas.

Se quiser saber como as informações divulgadas no aplicativo são calculadas, veja aqui, no site, que ainda anuncia que, em breve, incluirá um banco de dados inéditos, conectando frigoríficos aos mercados varejistas.

No momento, o aplicativo está disponível apenas para o sistema Android (Google Play). Assim que for possível baixar no Apple Store para iOS, atualizaremos este post.

Acompanhe as atualizações do projeto e do aplicativo nas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram.

Do pasto ao prato: aplicativo indica origem da carne e práticas da cadeia de produção para orientar consumidor na compra

Trase Earth, de olho nas commodities

Segundo informações divulgadas em seu site, trata-se de “uma iniciativa de transparência impulsionada por dados que está revolucionando o entendimento sobre o comércio e financiamento de commodities que impulsionam o desmatamento em todo o mundo. A abordagem única da Trase para mapeamento da cadeia de produção une dados divergentes e publicamente disponíveis para associar mercados consumidores ao desmatamento e a outros impactos no solo”.

A organização trabalha com ferramentas on-line disponíveis gratuitamente e inteligência “que permitem que empresas, instituições financeiras, governos e organizações da sociedade civil tomem medidas práticas para abordar o desmatamento“, ajudando a combatê-lo.

Para entender melhor como funciona o aplicativo Do Pasto ao Prato, assista ao teaser abaixo:

Foto (destaque): Marcio Isensee/Divulgação

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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