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Dinossauro recém-descoberto na Patagônia tem braços ainda menores que os do Tiranossauro Rex!

Dinossauro recém-descoberto na Patagônia tem braços ainda menores que os do Tiranossauro Rex!

Impossível não falar ou lembrar do Tiranossauro Rex e ignorar seus bracinhos insignificantes, característica marcante da espécie em contraponto à sua força e braveza. Mas paleontólogos acabam de descobrir um concorrente para ele, nesse quesito: trata-se de um dinossauro carnívoro e bípede cujos ossos foram encontrados bem preservados na Patagônia

Ele recebeu o nome cientifico de Koleken inakayali em homenagem a Inakayalchefe falecido do povo indígena Tehuelche, natural do leste da Patagônia. E o que chamou a atenção dos cientistas foi o fato de que seus membros superiores são ainda menores que os do T.Rex ou quase inexistentes (acima e abaixo).

O Koleken inakayali foi reconstruído nesta ilustração a partir dos ossos encontrados
Ilustração: Gabriel Diaz Yantén

A espécie foi descrita como um abelisaurídeo único e lembra o temido Carnotaurus da Argentina, ou “touro carnívoro” (com chifres e “pele acidentada”), que viveu no período Jurássico.

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Dinossauro recém-descoberto na Patagônia tem braços ainda menores que os do Tiranossauro Rex!
Carnotaurus sastrei ou ‘touro carnívoro’
Ilustração: Fred Wierum/Wikimedia Commons/CC BY 4.0

(Abelisauridae é uma família de dinossauros terópodes ceratossauros, que viveu nos períodos Jurássico e Cretáceo, cujos fósseis têm sido encontrados na América do Sul, na África, em Madagascar, na Índia e partes da Europa. No final do período Cretáceo Superior – há cerca de 90 a 66 milhões de anos – esses eram os dinossauros mais abundantes na Terra)

Koleken inakayali não tinha chifres, mas ele e o Carnotaurus foram encontrados na mesma formação rochosa – não se sabe foram contemporâneos – e os paleontólogos acreditam que, com base no resto das proporções do esqueleto, é provável que ele tivesse braços de tamanho semelhante aos do “touro carnívoro”, que também eram ínfimos.

Por que tão pequenos?

De acordo com o estudo dos paleontólogos, publicado no site da revista cientifica Cladística, o K. inakayali tinha peito volumoso e cotovelos imóveis que saiam dele, com articulações rudimentares dos punhos. Certamente, não poderia agarrar objetos. 

Eles ainda não compreendem por que os abelisaurídeos, como o T. Rex, desenvolveram garras tão inúteis para a caça. Alguns argumentam que “os braços” do T. Rex podem ter sido usados para “cortar cruelmente” seus inimigos ou mesmo para se segurar durante o sexo. Mas há especialistas que sugerem que os membros curtos e fracos são “restos” evolutivos de ancestrais há muito tempo desaparecidos.

Dinossauro recém-descoberto na Patagônia tem braços ainda menores que os do Tiranossauro Rex!
Tiranossauro Rex
Ilustração: RJ Palmer

Elucubrações e hipóteses não faltam! Algumas até meio estapafúrdias. Exemplo: os crânios dos abelisaurídeos aumentavam de tamanho, o que os fez confiar mais em suas mandíbulas do que nos membros superiores para agarrar suas presas.

Ou ainda: com o tempo, essa espécie pode ter desenvolvido braços mais curtos para evitar que fossem mordidos durante o “frenesi alimentar” da família. E, como a diversidade de abelisaurídeos encontrados em todo o mundo é enorme, talvez existam outras tantas explicações para o mistério. 

Em 2022, cientistas descreveram fóssil de abelisaurídeo, encontrado na América do Sul (sem local definido), que tinha braços pequeninos e um dos menores cérebros registrados entre os membros dessa família. Portanto, a hipótese de troca entre o crânio e os braços não se aplica neste caso.

Evolução e diversidade 

“Esta nova descoberta lança luz sobre a diversidade dos terópodes abelisaurídeos na Patagônia, pouco antes do evento de extinção em massa”, explica Diego Pol, explorador da National Geographic, que integrou a equipe internacional de pesquisadores (Argentina, EUA e China) que desenterrou a espécie.

“Nosso estudo analisa a evolução dos abelisaurídeos e seus parentes ao longo do tempo, e identifica taxas aceleradas de evolução do crânio desses animais no Cretáceo Inferior. Expande o que sabemos sobre os abelisaurídeos, que viveram nesta área durante o período Cretáceo, e mostra que eles eram mais diversos do que se entendia anteriormente”, completa Pol.

Segundo o pesquisador, os fósseis do período entre o final do Jurássico e o início do Cretáceo ainda são raros, mas a descoberta do K. inakayali contribuiu para refinar as ideias sobre o melhor local para procurar fósseis de transição
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Com informações de Science Alert e National Geographic 

Ilustração: Gabriel Diaz Yantén/divulgação 

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