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David Attenborough recebe da ONU o título de “Champion of the Earth” pela carreira dedicada à preservação do planeta

Naturalista David Attenborough recebe da ONU o título de "Champion of the Earth" pela carreira dedicada à preservação do planeta

O trabalho e a trajetória do naturalista britânico David Attenborough são inspiradores. Ele se tornou uma referência no ativismo ambiental não apenas no Reino Unido, mas no mundo inteiro. Todos param para ouvi-lo quando ele fala, com sua voz marcante, que narrou dezenas e dezenas de documentários sobre a vida selvagem.

Agora, prestes a completar 96 anos no próximo dia 8 de maio, Attenborough ganha mais um reconhecimento pelo seu esforço em prol da conservação e proteção do planeta: ele recebeu do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) o título de “Champion of the Earth of the Earth Lifetime Achievement Award, na tradução para o português, “Campeão da Terra”.

“Attenborough dedicou sua vida a documentar a história de amor entre humanos e a natureza e transmiti-la ao mundo. Se temos chance de evitar colapsos climáticos e de biodiversidade e limpar ecossistemas poluídos, é porque milhões de nós nos apaixonamos pelo planeta que ele nos mostrou na televisão”, acredita Inger Andersen, diretora executiva do PNUMA. “O trabalho de Sir David continuará a inspirar pessoas de todas as idades a cuidar da natureza e se tornar a geração da restauração”.

Formado em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e Antropologia na London School of Economics, Attenborough começou sua carreira como apresentador de televisão na década de 50. Com o programa “Zoo Quest”, levou aos britânicos animais exóticos, como orangotangos e dragões de Komodo.

Desde então, viajou pelos quatro cantos do planeta – ou aqueles em que as atividades humanas ainda não destruíram – mostrando a biodiversidade da Terra e as belezas e o comportamento de nossa fauna e flora. Aos 95 anos, ele continua trabalhando ativamente. Dá entrevistas, palestras e faz discursos, sempre memoráveis, em grandes eventos internacionais, como na abertura da Conferência da ONU para o Clima, a COP26, realizada no ano passado na Escócia, quando questionou líderes mundiais: “É assim que a nossa história vai acabar? Um conto da espécie mais inteligente condenada por aquela característica tão humana de não conseguir enxergar o cenário completo porque está em busca de objetivos de curto prazo?”.

“O mundo tem que se unir. Esses problemas não podem ser resolvidos por uma única nação – não importa quão grande ela seja . Sabemos quais são os problemas e sabemos como resolvê-los. Tudo o que nos falta é ação unificada”, ressaltou o ambientalista ao aceitar o prêmio. “Cinquenta anos atrás, as baleias estavam à beira da extinção em todo o mundo. Então as pessoas se juntaram e agora há mais baleias no mar do que qualquer ser humano já viu. Se agirmos juntos, podemos resolver esses problemas.”

Muito querido e admirado por crianças e jovens, até 2020 Attenborough ainda não tinha se aventurado pelas redes sociais. Mas quando o fez, criando um perfil no Instagram, a receptividade de seus fãs foi surpreendente. Em 4 horas e 44 minutos, o naturalista já tinha 1 milhão de fãs, batendo o recorde anterior, da atriz Jennifer Aniston, que atingiu a mesma marca no ano passado, após 5 horas e 16 minutos (os dados são do Guiness World of Records). Hoje ele já tem quase 6 milhões de seguidores nessa rede.

O britânico, que recebeu também o título de “Sir” da Rainha Elizabeth, é um dos indicados ao Prêmio Nobel da Paz 2022.

“Ele nos ensinou a ver o valor intrínseco de toda a diversidade de vida que existe no planeta, mas também como nós humanos somos vulneráveis ao equilíbrio dos ecossistemas”, revelou Une Bastholm, líder do partido Verde da Noruega, responsável pela indicação do nome ao comitê responsável pela premiação.

Apesar de sua preocupação em relação à crise climática, esse senhor que já viveu quase um século, ainda se mantem otimista. “Se cuidarmos da natureza, a natureza cuidará de nós. Agora é hora de nossa espécie parar de simplesmente crescer, estabelecer uma vida em nosso planeta em equilíbrio com a natureza e começar a prosperar”, diz.

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Foto: divulgação PNUMA

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