Considerada praticamente extinta há mais de 20 anos, uma das maiores aranhas do Reino Unido é redescoberta

Considerada praticamente extinta há mais de 20 anos, uma das maiores aranhas do Reino Unido é redescoberta

A última vez que uma Grande Aranha-Raposa (em tradução livre do inglês, Great Fox-Spider) tinha sido vista pelos britânicos foi em 1999. Por essa razão, ela constava como ‘criticamente ameaçada’ na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, que avalia as condições de sobrevivência de milhares de animais e plantas no planeta.

A espécie, Alopecosa fabrilis, tem cerca de cinco centímetros e por isso, é considerada uma das maiores existentes no Reino Unido. Pertence à família aranhas Wolf-Spider Lycosidae.

E depois de 21 anos, pesquisadores da organização não governamental Surrey Wildlife Trust anunciaram que redescobriram não apenas uma, mas várias Grandes Aranhas- Raposas. Foram dois anos de procura.

A espécie vive no solo e tem hábitos noturnos. Para se abrigar, cava tocas ou buracos sob pedras e troncos e faze uma toca forrada de seda como um refúgio para o inverno.

Considerada praticamente extinta há mais de 20 anos, uma das maiores aranhas do Reino Unido é redescoberta

Diferentemente de outras aranhas, a Alopecosa fabrilis, com suas pernas peludas e espinhosas, não usa teias para capturas suas presas.

Com excelente visão, camuflagem e velocidade impressionante, a Grande Aranha-Raposa é uma predadora oportunista. Usa um método semelhante ao do lobo ao perseguir suas vítimas em terrenos arenosos, sobre cascalho e pedras, antes de atacar e capturá-las. Assim que o fez, as imobiliza ao injetar um veneno, que derrete os órgãos internos de sua presa.

Uma das grandes peculiaridades desse aracnídeo é que ele possui oito olhos em sua cabeça. Dois deles localizados no topo da cabeça, outros dois na frente e mais quatro, menores, formam uma fileira logo acima de sua boca.

O próximo passo dos pesquisadores da Surrey Wildlife Trust é fazer um levantamento de quantas aranhas dessa espécie ainda existem.

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Fotos: © Mike Waite/Surrey Wildlife Trust e Michael Hohner/Wiki/CC By 3.0

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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