Licença ambiental para a construção de autódromo na Floresta do Camboatá, RJ, é bloqueada

Mais uma pressão contra o projeto de construção de um autódromo na Floresta de Camboatá, em Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O Instituto Nacional do Meio Ambiente (Inea) analisou o estudo de impacto ambiental apresentado pela prefeitura e identificou inconsistências, o que resultou no bloqueio da licença em 27/10.

Em seu parecer técnico, o instituto aponta irregularidades, erros e omissões no projeto. O relatório destaca, por exemplo, que a área cedida pelo Exército é a menos indicada para receber o empreendimento.

A Floresta do Camboatá é o último remanescente de Mata Atlântica do município, tem aproximadamente 2 milhões de m2, mais de 200 mil árvores e abriga mais de 200 espécies nativas, algumas em risco de extinção, entre eles répteis e pequenos mamíferos. 

Além disso, trata-se de uma área plana que, de acordo com especialistas, em caso de chuva, poderá sofrer muito mais sem a vegetação

Toda essa destruição tem por base o desejo de tirar o Grande Prêmio de Fórmula-1 do Brasil de São Paulo e levar para o Rio de Janeiro. Ambição e devastação.

Em maio do ano passado, a prefeitura comunicou o resultado da licitação para a construção do autódromo de 4,5 quilômetros de extensão: a Rio Motorsports foi a única que se apresentou e levou! Mas ainda falta a licença prévia do Inea.

Esta semana, o órgão encaminhou o parecer técnico para sua Procuradoria para que seja analisado e dado um parecer jurídico.

No que depender da população, esse autódromo não sai (leia: Floresta de Camboatá: projeto de autódromo no Rio de Janeiro mobiliza sociedade contra destruição da mata).

Assine a petição SOS Floresta do Camboatá!

O campeão Lewis Hamilton já declarou que não correria numa pista que tivesse causado tamanho impacto ambiental e social, como o que caracteriza este projeto. Então, tá na hora de desistir, né?

Fotos: Interferência na foto de divulgação do Consórcio Rio Motorsports (destaque) e Creative Commons/Domínio Público (destaque);

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Um comentário em “Licença ambiental para a construção de autódromo na Floresta do Camboatá, RJ, é bloqueada

  • 29 de outubro de 2020 em 8:45 PM
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    Era só o que faltava mesmo. Carros em disparada no lugar de passarinhos cantando, é o fim da picada, coisa de louco, siô. A natureza pedindo socorro e a galera querendo abrir caminho para brincar de carrinho, o que é isso, mané? Vá ser ignorante assim nos quintos dos infernos, arre égua!

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