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Como escolher candidatas e candidatos que apoiam a conservação do Cerrado?

As eleições estão à nossa porta e trazem uma oportunidade real de mudança. Muitas são as causas e pautas colocadas aos candidatos e candidatas ao governo federal, ao parlamento federal e às assembleias legislativas estaduais.

É tempo de estarmos alertas àqueles que trazem real oportunidade de termos de um Brasil mais próximo ao que imaginamos. Menos desigual, menos violento, que traga oportunidades, educação e acesso à sua população. Que cuide do meio ambiente, de seus povos e comunidades.

Hoje, trago uma campanha realizada pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e pela Rede Cerrado, com apoio do Global Environment Facility (GEF), Small Grants Programme (SGP), PNUD Brasil, Projeto Cerrado Resiliente (CERES), União Europeia e WWF-Brasil.

A campanha #VotePeloCerrado conclama os eleitores a escolherem candidatos e candidatas comprometidos com a conservação e preservação do bioma.

Muito temos falado, e com razão, sobre a Amazônia e o aumento criminoso do desmatamento e das queimadas em sua área de abrangência. Mas o Cerrado também tem registrado aumento nessas taxas. Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram desmatados 4.091,6 km² entre o início de janeiro e o fim de julho, um aumento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior valor acumulado para o período nos últimos quatro anos.

Metade do bioma já foi destruído

O Cerrado tem uma biodiversidade muito rica, com a presença de comunidades tradicionais e agricultores familiares. Praticamente metade de sua cobertura vegetal já foi perdida, e o que resta é protegido por eles.

Cooperativas, comunidades e associações fazem uso sustentável da biodiversidade desse bioma, composto por flores e frutos saborosos que são empregados na alimentação e na cosmética, entre outros usos.

O Cerrado concentra as nascentes de água de oito das 12 bacias hidrográficas do país, sendo por isso fundamental para a sobrevivência da população brasileira. E mesmo com toda essa riqueza, é um bioma pouco conhecido pelos brasileiros, se comparado à Amazônia, à Mata Atlântica e ao Pantanal, por exemplo. A agropecuária é, em grande parte, responsável pela redução de sua cobertura vegetal.

Onde a vegetação segue conservada, lá estão indígenas, quilombolas, pescadores e pescadoras artesanais, geraizeiros e tantas outras comunidades, fortemente conectados com o bioma e com a preservação de sua cultura e rituais.

Escrevi sobre algumas iniciativas de comunidades e organizações na região, em textos sobre a Central do Cerrado e sobre o aplicativo Tô no Mapa.

Estratégias políticas para o Cerrado

O ISPN, ICV (Instituto Centro de Vida), IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), o ISA (Instituto Socioambiental), a Rede Cerrado e o WWF-Brasil elaboraram uma série de recomendações em defesa do Cerrado, dirigidas aos candidatos à presidência da República em 2018. Nem é preciso dizer que nada seguiu adiante com o atual governo federal.

Na atual campanha promovida pelo ISPN, os eleitores são orientados a buscar informação sobre candidatos favoráveis ao cuidado com o Cerrado, pedindo atenção a três pontos que devem estar presentes em proposições:

políticas de conservação e uso sustentável da biodiversidade do Cerrado;
políticas para monitoramento permanente do desmatamento, redução do desmatamento e restauração da vegetação nativa e
políticas que incentivam a economia dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Tudo isso vale, também, para escolher candidatos e candidatas aos governos e assembleias estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Afinal, políticas nacionais são fundamentais para a preservação e conservação de nossos biomas, mas em nível local muitas vezes as políticas públicas avançam de modo mais preciso, porque estão conectadas às regiões em que estão inseridas as comunidades.

E claro, movimentação semelhante vale para todos os biomas brasileiros. Precisamos de governantes e parlamentares comprometidos com a preservação e conservação dos biomas, de suas populações, saberes e cultura.

Para saber um pouco mais sobre o Cerrado, recomendo navegar pelo site da Rede Cerrado, pela biblioteca do ISPN e pelo site do WWF-Brasil.

Assista também ao vídeo produzido pelo ISPN sobre a campanha:

Foto: Facebook da Central do Cerrado

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