Com petição e imagens chocantes, World Animal Protection conclama governos a proibirem comércio de animais selvagens

Com imagens chocantes, World Animal Protection conclama governos a assinarem proibição global ao comércio de animais selvagens

Além de quase 400 mil mortes e mais de 6,5 milhões de pessoas contaminadas, a pandemia do novo coronavírus trouxe à tona um outro problema, antigo em nossas sociedades, mas que agora, diante da tragédia global de saúde pública, precisa de um basta urgente: o comércio de animais selvagens.

Cientistas suspeitam, mas não há confirmação ainda, que o vírus responsável pela COVID-19 pode ter sido transmitido de animais para humanos. Pesquisadores já tinham alertado, em 2007, que o consumo de animais exóticos “era uma bomba-relógio porque o morcego é um reservatório de vírus SARS-Cov”.

No começo de abril, a ONU fez um apelo aos governos para que proíbam o comércio de animais silvestres a fim de evitar futuras pandemias.

E com imagens chocantes e muito tristes, a organização World Animal Protection reforça esse apelo com uma campanha que conclama líderes mundiais a assinarem um acordo global.

A entidade destaca alguns dados alarmantes:

– 60% das doenças infecciosas emergentes são zoonóticas, o que significa que são originárias de animais, sendo que 70% delas são originárias de animais selvagens;

– Os métodos usados ​​para tirar os animais de seus habitats naturais são extremamente angustiantes para eles e podem causar ferimentos e até, a morte

Em novembro, acontecerá o próximo encontro do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, e a pressão é para que, durante essa reunião, governos se posicionem sobre o comércio de animais selvagens e proíbam, de uma vez por todas, esse tipo de atividade.

“Todos os dias, milhares de animais selvagens são caçados ou criados e vendidos no comércio global de bilhões de dólares – mortos para virarem comida, caçados para serem ingredientes de medicina tradicional, comercializados como animais de estimação ‘exóticos’ ou forçados a uma vida de sofrimento no entretenimento”, denuncia a campanha da World Animal Protection.

Tigres, ursos, elefantes, golfinhos, cobras: essas são apenas algumas das espécies que sofrem com esse cruel mercado. Capturadas na natureza ou criadas intensivamente em cativeiro, as condições em que são mantidas podem causar imenso estresse e atuar como incubadoras de doenças.

Com a pandemia da COVID-19 varrendo vidas em todo o mundo, não podemos mais ignorar os perigos da exploração de animais selvagens. Já passou da hora de dar um basta nesse absurdo!

E você pode participar dessa luta, assinando neste link uma petição global para que os líderes do G20 coloquem um fim no comércio de animais selvagens.

Animais selvagens não nos pertencem. Eles pertencem à natureza.

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No Brasil, se você tiver alguma informação sobre tráfico de animais silvestres e quiser fazer uma denúncia, pode entrar em contato com a Polícia Militar Ambiental da sua região ou ligar para a linha verde do IBAMA – 0800 61 8080. ONGs também podem receber e repassar denúncias. Mais informações podem ser encontradas na página da Freeland Brasil.

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Não esqueçamos a origem do coronavírus: parem o tráfico e consumo de animais silvestres imediatamente!

Fotos: divulgação World Animal Protection/Neil D’Cruze (pangolim) e Tim Gerard Barker (urso na jaula)

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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