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Com menos de dez vaquitas ainda vivas, Estados Unidos pressionam México sobre falta de ação para salvar espécie da extinção

Com menos de dez vaquitas ainda vivas, Estados Unidos pressiona México sobre falta de ação para salvar espécie da extinção

Com cerca de 1,5 metro de comprimento, as vaquitas são os menores cetáceos e mamíferos aquáticos do planeta. Uma de suas principais características é ter um anel de cor preta em volta dos olhos e manchas escuras ao redor da boca. Também chamadas de botos-do-pacífico, são uma espécie de golfinho, encontradas no Golfo da Califórnia, na fronteira entre o estado americano e o México. Todavia, muito em breve, infelizmente, elas podem entrar em extinção. Um recente levantamento apontou que devem restar menos de dez indivíduos ainda vivos na natureza.

O declínio de mais de 99% da população de vaquitas na última década foi provocado por redes ilegais de pesca, nas quais elas acabam ficando presas e morrendo.

Mesmo tendo sido proibidas permanentemente pelo governo do México, em 2017, as redes de emalhar ainda são utilizadas pelos pescadores para capturar o também em risco de extinção peixe totoaba, nativo da região, e vendido para o mercado negro chinês por preços altíssimos, devido a seus supostos “poderes afrodisíacos”.

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Como os demais cetáceos, a vaquita precisa ir à tona, respirar na superfície, e enroscada nas cordas, morre afogada.

Apesar da pressão internacional e de organizações de proteção animal para que o governo mexicano intensifique a fiscalização e seja mais ativo para tentar salvar as últimas vaquitas sobreviventes, parece que pouco tem sido feito.

Morre uma das últimas vaquitas que ainda restava no planeta

Vaquita encontrada morta em 2019

Na semana passada, o U.S. Trade Representative’s Office, órgão de representação comercial dos Estados Unidos, entrou com uma queixa ambiental contra o país vizinho. É o primeiro caso desse tipo registrado sob o pacto de livre comércio EUA-México-Canadá.

Caso os mexicanos não forneçam provas de que estão realmente fazendo algo para proteger as vaquitas, os americanos podem lançar mão de sanções comerciais em forma de protesto.

“Existem sérias preocupações sobre a aplicação das leis ambientais pelo México em conformidade com as obrigações do acordo relacionadas à proteção de espécies ameaçadas, prevenção da pesca ilegal e tráfico de peixes”, disse o vice-representante comercial dos EUA, Jayme White.

*Com informações da Agência Reuters de Notícias

Solitárias e tímidas

As vaquitas são frequentemente observadas sozinhas ou em pares. Tímidas, são difíceis de avistar por causa de seu tamanho pequeno, movimentos discretos e lentos e por evitarem áreas com embarcações motorizadas. Elas se alimentam de pequenos peixes, crustáceos (como camarão) e cefalópodes (como lulas e polvos).

A espécie tem a menor área geográfica de qualquer mamífero marinho. Vive apenas na parte norte do Golfo da Califórnia, no México. A maioria delas é encontrada ao leste da cidade de San Felipe, onde está também o Delta da Reserva da Biosfera do Rio Colorado, um dos habitats aquáticos mais diversos do planeta. O delta inclui muitos tipos de peixes, pássaros, répteis e mamíferos marinhos.

Com menos de dez vaquitas ainda vivas, Estados Unidos pressiona México sobre falta de ação para salvar espécie da extinção

Estima-se que a expectativa de vida das vaquitas seja de aproximadamente 20 anos. Atingem a maturidade sexual entre os 3 e 6 anos de idade. A gestação dura cerca de 10 a 11 meses e acredita-se que as fêmeas dão à luz a cada dois anos a um único filhote.

*Texto acima traduzido da NOAA Fisheries

Fotos: NOAA e Flip Nicklin/Minden Pictures/WWF (vaquita morta)

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