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Colômbia apresenta a Declaração de Belém, aliança de mais de 30 países pela eliminação dos combustíveis fósseis

Colômbia apresenta na COP30 a Declaração de Belém, aliança de mais de 30 países pela eliminação dos combustíveis fósseis
Foto: divulgação ministério do Meio Ambiente da Colômbia

No último dia oficial da Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima, a COP30, na capital paraense, o governo da Colômbia apresentou a Declaração de Belém, uma aliança internacional, que já conta com o apio de mais de 30 países, que defendem a eliminação do uso dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) na economia local – um dos temas mais pungentes dessa conferência, mas que aparentemente poderá estar fora do documento final elaborado pelos negociadores.

Durante uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (21/11), a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, reiterou que a produção, o consumo, as licenças e os subsídios aos combustíveis fósseis são incompatíveis com a meta de limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C, algo acordo por 195 países durante a COP15, há dez anos, em Paris.

Espanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Austrália, México, Chile, Panamá, Costa Rica, Quênia, Camboja e Vanuatu são alguns dos países que apoiam a Declaração de Belém.

“A mensagem é inequívoca: devemos sair desta COP com uma rota global que guie, não de maneira simbólica, mas concreta, nossos esforços coletivos para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis. Esta declaração é baseada em uma simples verdade científica: os combustíveis fósseis são o principal impulsionador da crise climática, e manter a meta de 1,5 °C requer uma eliminação rápida, justa e totalmente financiada”, ressaltou Irene.

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Segunda a ministra colombiana, essa rota deve incluir ações claras de financiamento, transferência tecnológica e criação de capacidades, além de medidas de proteção ambiental.

A Colômbia anunciou ainda, em parceria com a Holanda, a realização em abril de 2026, na cidade de Santa Marta, da Primeira Conferência Internacional para a Eliminação Progressiva dos Combustíveis Fósseis, um encontro para discutir o tema, que reunirá não somente governos, mas lideranças indígenas, representantes da sociedade civil e comunidades locais, cientistas e empresas.

“Existe um momentum para dar o fim gradual ao uso de combustíveis fósseis. E agora é hora de capitalizar em cima disso. Devemos começar a materializar como poderá ser esta eliminação gradual. E traçar uma rota específica que permita incorporar o novo e deixar para trás o velho”, afirmou Sophie Hermans, ministra do Clima e Crescimento Verde da Holanda.

Durante a COP30, a Colômbia também anunciou que se tornou o primeiro país amazônico a proibir a exploração de combustíveis fósseis e mineração. Com a medida, mais de 483 mil km² do bioma amazônico – 42% do território colombiano e 7% da Amazônia sul-americana ficarão protegidos.

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