
A partir de segunda-feira (10), primeiro dia da COP30 – 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, um grupo de oito produtores de conteúdo informativo e crítico – formado por jornalistas e ativistas ambientais e batizado de Clima Ácido –, estará em Belém, de olho nas mentiras contadas por grandes empresas e governos e vai desmascará-las diariamente nas redes sociais: tanto em seus perfis individuais (Instagram e TikTok), como no do grupo, no Instagram.
São eles: o geógrafo Adriano Liziero (@geopanoramas), o jornalista investigativo e roteirista Adriano Wilkinson (adrianowilkson), a mestre em Ecologia Política Bebel (bebel_ecologia), o geógrafo Bruno Araújo (brunopeloclima), Francisco Figueredo (figueredOo_), Gabriel Lúcius (lucius.artes), Gabriela Brasiliae (gabi.brasiliae) e Litz Gouvea (barbielixeira).

Como trabalham de forma independente e não se rendem a patrocínios, alguns ativistas dependem da doação de seus seguidores para continuar no ar diariamente e, agora – como grupo – para viajar a Belém e se manter na cidade por onze dias. Por isso, indicam, em sua biografia no Instagram, como contribuir.
Sem rodeios
Os integrantes do Clima Ácido já faziam bastante estardalhaço de forma independente, em linguagem direta e sem rodeios, posts cortantes, embasados em dados e informação de qualidade, a fim de conscientizar e mobilizar seu público.
Em agosto deste ano, se uniram devido ao Projeto de Lei 2.159/2021 – mais conhecido como PL da Devastação –, para ajudar a pressionar o presidente Lula a vetar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
Na época, faltavam “15 domingos para a COP30” e eles se comprometiam a publicar “conteúdos críticos e cruciais pra entender o cenário ambiental e social que estamos enfrentando”, uma vez por semana até o evento.
Dito e feito! Em 10 de agosto, voltaram ao perfil do grupo para criticar os preços abusivos das diárias de hotéis no período da conferência e explicar por que a conferência é importante para o Brasil e o mundo.
Desde então, juntos escancaram as pegadinhas do “capitalismo verde”, destacando que qualquer solução efetiva para a crise climática deve combater a expansão do capital e os interesses das grandes corporações, pois o sistema está subordinado a esses interesses.
Também enfatizam a importância dos movimentos sociais e o fortalecimento da luta popular por justiça climática, focando nas desigualdades sociais e ambientais.
E desmascaram empresas de mineração, do setor de energia renovável e do agronegócio, entre outras, além de governos, denunciando suas práticas, que, em geral, “vendem” sustentabilidade, mas, na verdade, promovem destruição ambiental e concentração de renda.
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas tem sido um dos temas mais abordados pelo grupo, mas eles também já falaram sobre “bilionários safados que estão destruindo o planeta”; o mercado de carbono, “uma fraude”; o agro “poluidor, oportunista e perverso”, a reciclagem, “uma farsa”; e as Big Techs e seus “datacenters beberrões”, entre outros temas.
Por tudo que eles têm feito até agora, seguir o Clima Ácido – e cada integrante separadamente – é uma boa forma de compreender, de um jeito fácil, a realidade social e ambiental do país, tendo acesso a informações que cutucam sobre os maiores desafios da atualidade.
E, a partir de segunda-feira (10) e até 21 de novembro, é uma opção bacana acompanhar a COP30, a primeira conferência da ONU realizada no Brasil, que precisa ser, como diz a ministra Marina Silva, “a COP da implementação” de tudo que já foi decidido nas COPs anteriores, desde o Acordo de Paris.
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Foto: montagem com fotos reproduzidas de perfis no Instagram




