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Claudia Scheinbaum, primeira presidente do México, é cientista climática, ativista social e premiada com o Nobel da Paz

Claudia Scheinbaum, primeira presidente do México, é cientista climática, ativista social e premiada com o Nobel da Paz

Na eleição considerada a mais violenta da história (200 funcionários públicos, políticos e candidatos foram assassinados, segundo a Reuters), o México escolheu sua primeira presidente entre duas candidatas: Claudia Sheinbaum, de origem judia, que representava a coligação governista Sigamos Fazendo História, que inclui o partido progressista Morena, o mesmo do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador; e Xochitl Gálvez, de origem indígena e da aliança opositora Força e Coração por México, de centro-direita.

(Vale lembrar que na posse de López Obrador, povos indigenas e afro promoveram ritual sagrado)

Sheinbaum e Gálvez concorreram com Jorge Álvarez Máynez, que estava muito atrás nas pesquisas. E veja só: outros 8 candidatos ficaram de fora das eleições por não conseguirem 1% das intenções de votos. 

Era a vez das mulheres! E venceu Sheinbaum – com mais de 60% dos votos, segundo o Instituto Nacional Eleitoral (INE) , tornando-se a primeira mulher a comandar a segunda maior economia da América Latina; a primeira é o Brasil. 

Ela toma posse em 1º de outubro. O fato inédito – ainda mais num país em que as mulheres só tiveram direito a voto em 1953 – é certamente fruto da política de paridade de gênero, que obriga os partidos a terem 40% de mulheres concorrendo às eleições. Belo exemplo para países deste continente.

História e promessas

Claudia Sheinbaum nasceu na Cidade do México em 1963. Formada em física, com mestrado e doutorado em Engenharia Ambiental, foi secretária de meio ambiente na capital em 2000, quando o prefeito era o atual presidente, de quem se tornou grande aliada. 

“Não chego aqui sozinha. Chegamos todas. Com nossas heroínas que nos deram a pátria,
nossas ancestrais, nossas filhas e nossas netas”
Foto: RS via Fotos Públicas

Quinze anos depois, tornou-se uma espécie de subprefeita de Tialpan. E, em 2018, foi eleita chefe de governo da Cidade do México, cargo equivalente ao de prefeita, onde permaneceu até 2023.

Reconhecida como pesquisadora científica e defensora de políticas de eficiência energética e sustentabilidade, produziu relatórios para o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007 (todos os cientistas envolvidos com o órgão nesse período foram agraciados).

“Sou a primeira mulher presidente do México em 200 anos de República” […] “e serei transformadora”, declarou ela. “Não chego aqui sozinha. Chegamos todas. Com nossas heroínas que nos deram a pátria, nossas ancestrais, nossas filhas e nossas netas”.

Prometeu governar no sentido de dar continuidade ao modelo econômico “humanista” do governo atual, que se baseia em programas educacionais e sociais populares – que foram determinantes para reduzir a taxa de pobreza de 43% em 2018 para 35% em 2022. Mas sempre com “austeridade republicana e disciplina financeira fiscal”, garantindo que “não haverá aumento real de combustíveis e eletricidade”. 

E acrescentou: “Nosso governo será honesto, sem corrupção e sem impunidade. Respeitaremos a liberdade empresarial e facilitaremos o investimento privado nacional e estrangeiro, garantindo, sempre, o respeito ao meio ambiente“.

Sua posição ambientalista e climática – muito maior que a de Obrador -, também será determinante em seu governo que tem, como alguns de seus maiores desafios a estagnação da economia, o aumento da violência – devido ao domínio territorial de alguns cartéis mexicanos – e o fluxo contínuo de migrantes, que tentam chegar aos EUA, país do qual o México se tornou o maior parceiro comercial.

“Espero trabalhar de maneira próxima com a presidente eleita Sheinbaum no espírito de colaboração e amizade que reflete os laços duradouros entre os dois países”, declarou Joe Biden, presidente dos Estados Unidos.

O presidente Lula também parabenizou a presidente mexicana, dizendo estar feliz porque é aliada de López Obrador “e por ser uma mulher”.
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Foto (destaque): RS via Fotos Públicas

Com informações do G1, BBC Brasil, Vatican News

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