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Cientistas querem trazer de volta à vida o dodô, extinto há mais de três séculos

Cientistas querem trazer de volta à vida o dodô, extinto há mais de três séculos

Um dos primeiros símbolos de espécies extintas devido à presença dos seres humanos no planeta Terra, o dodô (Raphus cuculatus) era uma ave endêmica das Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Apesar do grande porte, quase 1 metro de altura e pesando até 25 kg, ela tinha asas curtas e era incapaz de voar. Desapareceu completamente no fim do século XVII, dizimada pela caça predatória – o dodô recebeu esse nome por causa da palavra portuguesa “bobo”, depois que os exploradores que chegaram à ilha zombaram de sua aparente falta de medo do homem.

Agora, 350 anos depois, a startup de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou um projeto com investimentos bilionários para trazer de volta à vida o dodô. O primeiro passo, segundo os cientistas da empresa já foi dado: eles conseguiram sequenciar o genoma inteiro da ave extinta.

Todavia, os pesquisadores ainda estão muito longe de conseguir “ressuscitar” o dodô. A próxima etapa seria colocar o genoma da ave no embrião de um animal vivo, o qual envolveria tecnologias como edição de genes e biologia sintética. Pombas, abutres e pombos são considerados os parentes mais próximos da espécie. Os pesquisadores estudam agora o pombo-de-nicobar (Caloenas nicobarica) como sendo a possibilidade mais viável.

Cientistas querem trazer de volta à vida o dodô, extinto há mais de três séculos

Passo a passo qual seria a técnica para ter, ao final, um ovo de dodô

O anúncio do projeto “Dodô” vem junto com o aporte de U$ 150 milhões na startup. A companhia também tem em seu portfólio outras espécies extintas que pretende reviver, entre elas, o mamute e o tigre-da-tasmânia (leia mais aqui).

“Nunca houve tanta urgência em preservar as espécies quanto hoje. Não é importante apenas para a continuidade de sua existência. É para o bem maior do planeta. Juntos, a Colossal e a comunidade científica em geral estão comprometidas com esforços para ‘desextinguir’ aqueles que perdemos”, diz Beth Shapiro, professora de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade da California, Santa Cruz, e principal responsável pelo projeto.

Cientistas querem trazer de volta à vida o dodô, extinto há mais de três séculos

Segundo Beth Shapiro, o objetivo final seria reintroduzir o dodô nas Ilhas Maurício

Obviamente, a comunidade científica internacional enxerga com ceticismo iniciativas como esta. Muitos criticam esses projetos e dizem que todo esse dinheiro seria melhor investido em preservar espécies que ainda não foram extintas.

Entretanto, a Colossal afirma que novas tecnologias podem ser descobertas durante o projeto que eventualmente também serão benéficas para ajudar os animais ameaçados atualmente.

“Além de trazer de volta antigas espécies extintas como o mamute, seremos capazes de alavancar nossas tecnologias para ajudar a preservar espécies criticamente ameaçadas que estão à beira da extinção e restaurar animais que a humanidade teve uma participação em sua morte”, garante Ben Lamm, cofundador e CEO da Colossal.

Cientistas querem trazer de volta à vida o dodô, extinto há mais de três séculos

O dodô tinha quase 1 metro de altura, mas não voava e era muito dócil,
o que o tornava presa fácil para predadores

*Com informações da Colossal Biosciences, Science Alert e CNN International

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Fotos: divulgação Colossal

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