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Cientistas projetam como podem ficar cidades brasileiras caso não se reduzam emissões de carbono e se invista em energias renováveis

Cientistas projetam como podem ficar cidades brasileiras caso não se reduzam emissões de carbono e se invista em energias renováveis

Um futuro alagado. Água por todos os lados. Sobretudo, nas cidades costeiras. Esse é o cenário projetado pelos pesquisadores da organização Climate Central, que já há alguns anos, têm usado imagens ficcionais – mas que podem, infelizmente, se tornar reais -, para alertar sobre a necessidade urgente de governos reduzirem as emissões de CO2 (o gás dióxido de carbono, apontado como principal responsável pelo aquecimento global), e desta maneira, tentar minimizar os efeitos da crise climática, que têm entre muitos, o aumento do nível dos oceanos.

Há poucos dias novamente a organização divulgou essas imagens. E várias delas retratam o possível futuro para algumas cidades brasileiras: Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza… E junto delas está a pergunta: “As escolhas de clima e energia nesta década influenciarão o aumento do nível do mar por centenas de anos. Que futuro vamos escolher?”

A imagem que abre este post, por exemplo, mostra como ficaria o bairro no entorno da Estação Botafogo, no Rio de Janeiro, caso o aumento da temperatura da Terra chegue a 3oC.

O que os cientistas alertam e muitas pessoas têm dificuldade em entender é, mesmo que todos os países do mundo parassem de emitir gases de efeito estufa hoje, demoraria ainda centenas ou até milhares de ano para eles se dissiparem da atmosfera terrestre. Quando liberadas no ar, em altíssimas quantidades, essas substâncias permanecem ali por muito, muito tempo, provocando fenômenos que já podemos ver diariamente em nossas vidas, os chamados “extremos climáticos”, como enchentes, tempestades de grandes proporções, secas e incêndios históricos.

Em um artigo científico, um grupo de cientistas ligados à Climate Central ressaltam as políticas e ações de redução de emissões da maioria das nações não parecem refletir essa ameaça de longo prazo. “Coletivamente elas apontam para a inundação permanente e generalizada de muitas áreas desenvolvidas, que enfrentariam perdas de área existentes parciais ou quase totais”.

De acordo com a análise, uma das regiões mais afetadas será a Ásia, em cidades da Índia, Indonésia e Vietnã, alguns dos países que ainda investem fortemente em usinas de energia movidas a carvão.

Cientistas projetam como podem ficar cidades brasileiras caso não se reduzam emissões de carbono e se invista em energias renováveis

A projeção para a região do Farol de Mucuripe em Fortaleza: água por todos os lados

O alerta da Climate Central acontece poucas semanas antes da realização da Conferência das Nações Unidas para o Clima, a COP-26, que será realizada em Glasgow, na Escócia. A pressão de cientistas e organizações da área ambiental é para que líderes mundiais apresentam metas mais robustas para a redução de emissões de carbono. Um relatório divulgado ontem (13/10) pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) ressalta que os investimentos em energia limpa precisa triplicar nesta década.

Para a entidade, mesmo com todas as promessas de vários países de zerar emissões líquidas de carbono em 2050, o mundo ainda não está nem perto de atingir o objetivo do Acordo de Paris de estabilizar o aquecimento global em 1,5oC (leia outros detalhes do relatório nesta reportagem do Observatório do Clima).

Cientistas projetam como podem ficar cidades brasileiras caso não se reduzam emissões de carbono e se invista em energias renováveis

As avenidas próximo ao famoso Elevador Lacerda, em Salvador, tomadas pelo mar

E você, qual futuro você imagina para a sua cidade? Pense nisso antes das próximas eleições e veja o que seus candidatos pensam e pretendem fazer para combater a crise climática!

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Imagens: Climate Central

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Sandra
Sandra
2 anos atrás

Céu e inferno é construção nossa, de cada um e de todos, colhemos o que semeamos, individual e coletivamente e chorar pelo leite derramado será inútil e contraproducente para quem tinha fome e sede mas destruiu a seara e envenenou os aquíferos, incendiou as florestas e poluiu a atmosfera. Nada mais justo.

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