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Cientistas levam ‘Arco da Restauração’ à COP 27, no Egito: projeto prevê a recuperação de um milhão de km2 na Amazônia

Desde 2019, 240 cientistas dos nove países que compõem a bacia amazônica incluindo pesquisadores indígenas – compõem o Painel Científico para a Amazônia e analisam dados que documentem o que já foi destruído no bioma e o impacto disso em nossas vidas.

“Perto de 6,2 milhões de km2 parecem muito pouco, mas essa emissão de carbono pelas queimadas e pela degradação infelizmente já anulou o serviço ecossistêmico do resto da floresta. Desde 2016, todas as análises científicas mostram que a bacia amazônica como um todo é fonte de gás carbônico”, explica o climatologista Carlos Nobre, co-presidente do painel.

O climatologista Carlos Nobre / Foto: divulgação Volvo Environmental Prize 2016

E é com senso de urgência que o grupo chega à Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas, da ONU – a COP 27 -, no Egito. Depois de mostrar a gravidade da situação na Cúpula do Clima do ano passado, em Glasglow, na Escócia, dessa vez leva soluções.

São três os documentos que serão apresentados oficialmente em 15 de novembro, entre eles, o Arco da Restauração Florestal, sobre o qual contamos em setembro, em entrevista com o pesquisador.

“Nós temos a expectativa que é, sim, possível restaurar um milhão de km2 que já foram degradados. Isso retiraria mais de um bilhão de toneladas de gas carbônico da atmosfera por ano durante muitas décadas, enquanto a floresta secundária continuasse crescendo”, destaca Nobre.

E quanto custa tirar essa ideia do papel?

Segundo o cientista, o valor estimado está entre R$ 10 mil e R$ 20 mil reais por hectare. “Para o replantio, as mudas e as sementes são dezenas de bilhões de dólares”, explica.

Mas dinheiro não deve ser um entrave para a implantação do projeto. Na avaliação dos cientistas, o financiamento se dará via mercado de créditos de carbono, no qual quem polui paga uma espécie de taxa para quem preserva.

“Hoje, restaurar florestas tropicais já tá chegando a 15 dólares a tonelada, mas a estimativa é que esse valor dobre até 2030. Ou seja, além de garantir mais chuvas e temperaturas mais baixas, restaurar a floresta poderá ser também um benefício econômico.

Leia também:
‘Banco Imobiliário do Clima’: plataforma mostra passo-a-passo para salvar a Amazônia

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Foto: João Marcos Rosa

Edição: Mônica Nunes

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