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Cientistas descobrem uma nova e rara espécie de aranha, parente da tarântula

Cientistas descobrem uma nova espécie de aranha, parente da tarântula

Não é sempre que cientistas se deparam com uma nova criatura no mundo animal. E quando o fazem, são necessários muitos estudos, análises e comparações para se determinar que uma espécie é realmente nova, nunca antes descrita na ciência. Mas este foi o caso de uma aranha descoberta recentemente na Flórida, nos Estados Unidos. Parente da tarântula, a Ummidia richmond foi encontrada por acaso por um funcionário do zoológico de Miami em 2012.

A aranha estava em uma armadilha de répteis usada por pesquisadores. Quando ela apareceu, fotos foram feitas para checar a que espécie pertencia. Todavia, nada foi achado. Dois anos mais tarde, outra aranha similar foi observada e então começou-se a desconfiar que havia ali um grupo de uma nova espécie, bastante rara, por sinal.

Ambos indivíduos vivem numa pequena área de floresta, Pine Rockland, próximo ao Parque Nacional de Everglades, mas também, muito perto de um centro urbano, o que coloca a nova espécie em risco. Até agora só foram registrados machos, e nenhuma fêmea.

“O fato de uma nova espécie como essa poder ser encontrada em um fragmento de floresta em extinção no meio da cidade ressalta a importância de preservar esses ecossistemas antes que percamos não só o que sabemos, mas também o que ainda está por ser descoberto”, alerta Frank Ridgley, diretor do Zoo Miami Conservation & Veterinary Services Manager. “Em espécies similares descobriu-se, por exemplo, que seus venenos continham compostos com uso potencial como analgésicos e tratamentos contra o câncer”.

A Ummidia richmond faz parte de um grupo chamado de “trapdoor” (alçapão, em inglês). Esse é um nome comum para aranhas grandes, peludas e que habitam áreas tropicais.

Elas medem entre 2,5 e 4 centímetros. Com oito olhos, um par no meio e três em cada lateral, tem uma mandíbula poderosa e garras afiadas para agarrar suas presas.

Esse tipo de aranha vive em tocas, escondida a maior parte da vida (daí o nome trapdoor). Em geral, esses esconderijos são próximos a rios ou riachos, onde elas conseguem se alimentar de pequenos peixes. Comem ainda insetos, sapos e filhotes de aves e cobras. Podem viver aproximadamente 20 anos.

*Com informações e foto do Zoo Miami

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Eu, as aranhas-saltadoras e o universo!

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