
A startup de biotecnologia Colossal Biosciences, que sonha em trazer de volta à vida animais já extintos, como o dodô, o tigre-da-tasmânia e o mamute, anunciou que conseguiu criar um rato peludo, o que considera um passo mais próximo para ressuscitar o elefante que viveu na Terra durante o período do Pleistoceno, também conhecido como a Idade do Gelo.
Segundo um artigo científico publicado nesta terça-feira (04/03), os cientistas da Colossal relatam a criação de ratos saudáveis e geneticamente modificados com características voltadas para a tolerância ao frio, incluindo pelos grossos. Para isso, eles estudaram genomas de mamutes antigos e os compararam com os de elefantes asiáticos para entender como eles eram diferentes.
“Esses ratos exibem fenótipos de pelos crespos e texturizados, e castanho-dourados. Este estudo estabelece uma plataforma rápida para testar variantes genéticas centradas em mamutes, ao mesmo tempo em que avança métodos para geração de modelos genéticos complexos”, descrevem os cientistas no estudo.

Foto: divulgação Colossal Biosciences
Os animais são o resultado de uma série de técnicas de edição de genoma em óvulos fertilizados, injetados em embriões, e posterior implantação em fêmeas. Os genes que foram alterados são relacionados com a textura, cor, padrão, comprimento de pelos e ainda, um que determina como a gordura é metabolizada. Alguns deles estavam presentes nos mamutes.
“É um passo importante para validar nossa abordagem para ressuscitar características que foram perdidas para a extinção e que nosso objetivo é restaurar”, afirmou Beth Shapiro, diretora científica da Colossal, em um comunicado à imprensa.
“Acho que a capacidade de editar múltiplos genes ao mesmo tempo em ratos, e fazer isso e obter a aparência peluda esperada, é um passo muito importante”, acrescenta Love Dalén, professor de genômica evolutiva na Universidade de Estocolmo e coautor do artigo. “É uma prova de que a Colossal tem o know-how para fazer esse tipo de edição genética, incluindo inserir variantes genéticas de mamute em uma espécie diferente.”
Em janeiro a Colossal tinha divulgado o recebimento de um investimento de U$ 200 milhões para as suas pesquisas. Apesar disso, os projetos de ressuscitação de espécies extintas da companhia são bastante polêmicos e por vezes, criticados. A revista Nature, por exemplo, uma das mais importantes e respeitadas publicações científicas do mundo, repercutiu a notícia e em seu subtítulo destaca que a “a Colossal misturou mutações de mamutes e camundongos em uma única linhagem para criar um roedor de pelo desgrenhado”.
Especialistas em genética ouvidos pela Nature questionam se os ratos geneticamente modificados representam qualquer avanço significativo, e menos ainda, um marco no caminho para trazer de volta os mamutes.

características específicas dos mamutes
Imagem: divulgação Colossal Biosciences
Há ainda aqueles que defendem que esses milhões poderiam ser usados em programas de conservação para impedir que novas espécies sejam extintas e não trazer de volta aquelas que já desapareceram.
Os mamutes (Mammuthus primigenius) chegavam a alcançar até 4,5 metros e eram largamente distribuídos na África e no Hemisfério Norte. Pertencentes à família Elephantidae, eles tinham o corpo recoberto de pelos longos e grossos e presas imensas curvadas para cima. As últimas populações desses gigantes animais que um dia existiram no planeta estavam localizadas justamente na Sibéria e no Alasca, há cerca de 4 mil anos.

Foto: divulgação Colossal Biosciences
———————–
Acompanhe o Conexão Planeta também pelo WhatsApp. Acesse este link, inscreva-se, ative o sininho e receba as novidades direto no celular
Leia também:
Corpo de filhote de mamute extremamente bem preservado é descoberto na Sibéria
Múmia de filhote de tigre-dente-de-sabre congelada por cerca de 32 mil anos é encontrada na Sibéria
Humanidade destruiu 2,5 bilhões da história da evolução de centenas de espécies de mamíferos
Foto de abertura: divulgação Colossal Biosciences





Então esse é o verdadeiro ratomute!?
Eu quero desse ratinho peludo!! Já tive vários, de todos os tamanhos! Mas não eram peludinhos e tão fofos assim!!!