China anuncia proibição de sacolas e produtos descartáveis feitos de plástico

China anuncia proibição de sacolas e produtos descartáveis feitos de plástico

A China está tentando melhorar sua imagem perante o mundo. E também, a vida dos chineses. Atualmente, o tigre asiático tem uma reputação de ser um dos países mais poluidores do planeta. E não sem razão. É o maior emissor global de dióxido de carbono (CO2) e campeão em mortes relacionadas com a má qualidade do ar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (leia mais aqui). Além disso, só fica atrás dos Estados Unidos no ranking global das nações que mais geram lixo plástico.

Para reverter este quadro alarmante, os chineses anunciaram no ano passado um investimento de quase 30 bilhões de dólares em energias limpas e no combate à geração de lixo.

Esta semana, o governo chinês divulgou as medidas práticas para reduzir a produção de resíduos plásticos, que atualmente têm como destino aterros sanitários, como o da foto que abre este post, ou são simplesmente descartados em rios.

As medidas serão implementadas gradualmente. As sacolas plásticas serão proibidas nas maiores cidades da China já até o final deste ano, 2020, e em vilarejos e municípios menores até 2022, e deverão ser substituídas por similares biodegradáveis. Mercados que vendem alimentos frescos, como peixes, frutas e verduras, terão até 2025 para se adaptar à nova legislação.

2020 também marcará o fim dos canudos plásticos em restaurantes e demais estabelecimentos comerciais chineses. E nos próximos cinco anos, comerciantes deverão reduzir em 30% o consumo de produtos descartáveis plásticos, como embalagens, copos, pratos e talheres.

No Brasil, duas das maiores capitais do país também adotaram importantes medidas, na semana passada, para combater o lixo plástico. Em São Paulo, foi sancionada a lei que proíbe produtos descartáveis, banindo a distribuição de copos, pratos, talheres, agitadores/misturadores para bebidas e varas para balões feitos de plástico. A nova legislação, que entrará em vigor em janeiro de 2021, vale para qualquer tipo de estabelecimento comercial e ainda, para eventos culturais e esportivos.

E no Rio de Janeiro, a lei que permite a cobrança das sacolas plásticas entrou em vigor. Supermercados, padarias e farmácias de todo estado podem cobrar entre 6 e 8 centavos por cada sacola plástica. Em seis meses, período de adaptação da nova lei, 1 bilhão delas deixaram de ser distribuídas. A intenção é que os consumidores passem a levar suas próprias bolsas reutilizáveis de casa.

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Foto: Keso S /Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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