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Chimpanzé é encontrado por guardas-florestais dentro de mochila dias depois de traficado em parque no Congo

Chimpanzé é encontrado por guardas-florestais dentro de mochila dias depois de traficado em parque no Congo

“Não sabemos realmente o que os humanos fizeram com ele, mas foi claramente maltratado. Se assusta com qualquer barulho, tem pesadelos e não aceita contato. Além disso, está com diarreia”, conta o Centro de Recuperação de Primatas Lwiro, localizado na República Democrática do Congo (RDC), em seu Instagram, a respeito de chimpanzé resgatado há cerca de duas semanas

A história de Lulimbi, um chimpanzé de aproximadamente 5 anos, é quase a mesma de outros de sua espécie acolhidos pela instituição: ele foi vítima de tráfico no Kahuzi Biega National Park, na cidade de Bukavu.

Chimpanzé é encontrado por guardas-florestais dentro de mochila dias depois de traficado em parque no Congo

No final de fevereiro, enquanto os guardas florestais patrulhavam uma das áreas do parque – era fim de tarde -, se depararam com ladrões armados que assaltavam motociclistas. Seguiu-se um confronto, os guardas perseguiram os ladrões e todos conseguiram fugir.

No dia seguinte, ao retornar ao local para averiguação, os guardas encontraram uma mochila e, dentro dela, Lulimbi, em estado de choque. O que poderia ter acontecido? Alguns daqueles homens eram traficantes e deixaram cair a mochila? Ou talvez a tenham arremessado, tentando se livrar dela. 

Os guardas chamaram os brigadistas do centro Lwiro para resgatar o animal, que permanece na instituição ainda muito traumatizado.

Chimpanzé é encontrado por guardas-florestais dentro de mochila dias depois de traficado em parque no Congo

O que aconteceu, de fato permanece um mistério, mas há sequelas físicas – além das emocionais sobre as quais já falamos -, que marcam o chimpanzé. “Ele tem muitos ferimentos como uma grave lesão no joelho e dor na mão esquerda, além de problemas intestinais e infecção”, contam os veterinários.

Por isso, cada alteração em seu comportamento (para melhor) é celebrado por todos que o acompanham, pois sinaliza um passo a mais em sua recuperação. Depois de quase duas semanas comendo apenas bananas, por exemplo, Lulimbi experimentou arroz e pareceu gostar. Ele também aprecia abacaxis.

Os veterinários e tratadores que cuidam deste doce chimpanzé têm feito de tudo, diariamente, para lhe oferecer tranquilidade e segurança, para que logo ele se sinta confiante novamente. E acreditam, a cada movimento de Lulimbi, que logo ele estará se sentindo melhor e ainda lhes dará o primeiro sorriso, de muitos. E, assim, voltar a viver livre na natureza.

Não engaje nas redes sociais!

Fundado em 2002 por duas instituições congolesas – Instituto Congolês para a Conservação da Natureza (ICCN) e o Centro de Pesquisa em Ciências Naturais (CRSN) – o Centro de Reabilitação de Primatas Lwiro tem a missão de acolher e recuperar primatas órfãos e feridos.

Hoje, a instituição abriga mais de 120 chimpanzés vítimas da caça e do comércio ilegais. Vítimas do desejo insano de pessoas que sonham em ter animais de estimação exóticos ou transformá-los em atração turística

Uma maneira de evitar que esse crime se prolifere com o apoio das redes sociais, é não engajando com publicações que revelam esse tipo de situação: animais selvagens humanizados, presos, mal-tratados ou em situação suspeita. Ou seja, não curtir, não comentar, mas, sim, denunciar

Veja, a seguir, o momento do resgate e Lulimbi em seu recinto, ainda muito assustado e comendo banana:

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Fotos: reproduções de vídeo

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