Chegamos a 12 mil vítimas fatais por covid-19 em 24 horas, no mundo: o total ultrapassa 1,4 milhão

Nesta pandemia, o mundo e alguns países, isoladamente, não param de bater recorde de mortes e casos. E, hoje, o Centro de Pesquisas de Coronavírus da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, divulgou os dados mais recentes.

Batemos mais um recorde diário de vítimas fatais – 12 mil – e ultrapassamos 1,4 milhão, no total. Às 15h10, de hoje, eram 1 milhão 413 mil 513 mortos.

Também estamos cada vez mais próximos dos 60 milhões de casos.

A universidade americana mantém um painel atualizado (imagem abaixo), em tempo real, que monitora a pandemia em todo o planeta, é abastecido com dados oficiais e está disponível para consulta pública.

Painel da pandemia, às 15h10 de 25/11/2020 / Universidade Johns Hopkins

Brasil é o 2º no ranking de mortes e milhões de testes mofam em depósito

Na semana passada, por quatro dias seguidos, foram registradas mais de 11 mil mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo. Em 23 dias, foram 200 mil.

Os Estados Unidos continuam liderando o ranking: supera 260 mil mortes, no total, nos últimos dias. Pra ser mais precisa, neste exato momento (13h38), registra 260.322 mortes. Às 13h30, eram 260.190, ou seja, nesse curto período de tempo, morreram 128 pessoas.

Foto: Alex Pazuello/Secom/Fotos Públicas

Em 24 horas (de ontem pra hoje), mais 2.146 pessoas morreram de covid-19. Este é o maior número desde 6 de maio, mas o recorde no país foi batido em 15 de abril, com 2.609 registros de vítimas fatais.

O Brasil se mantém em segundo lugar, com mais de 170 mil mortos. De acordo com o painel da Universidade Johns Hopkins são 170.115, agora (13h30, pelo horário de Brasília).

Vale destacar que, desde o início da pandemia até agora, pouco mais de 5 milhões de exames RT-PCR foram feitos na rede pública e, de acordo com informações do Ministério da Saúde, desde setembro, a quantidade de testes realizados mensalmente só cai.

O exame RT-PCR identifica o vírus e confirma a covid-19, sendo um dos mais eficazes para diagnosticar a doença e importante ferramenta de controle da pandemia. As amostras são coletadas com cotonetes introduzidos no nariz e na garganta.

No entanto, quase 7 milhões de testes de Covid-19 estão mofando dentro de um depósito do governo em Guarulhos, SP – ou seja, não foram enviados ao SUS em plena pandemia -, e vencem a partir de dezembro.

Ontem, na saída de um evento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, foi questionado pela imprensa a respeito dos testes e saiu sem responder. Em nota, o Ministerio da Saúde limitou-se a dizer que os exames são entregues conforme demandas de Estados e municípios. 

Por outro lado, Bolsonaro declarou que governadores e prefeitos, e não o governo federal, é que devem se explicar já que “todo o material foi enviado para Estados e municípios. Se algum Estado/município não utilizou, deve apresentar seus motivos (sic)”. Mentiu, mais uma vez. 

Os países mais infectados e com mais mortes

Foto: Adão de Souza/PBH/Fotos Públicas

Parece mórbido fazer listas deste tipo, mas é uma forma de impactar e promover a consciência das pessoas para os perigos desta segunda onda que já estamos vivendo no Brasil, apesar de alguns governantes negarem essa condição.

Como disse acima, estamos bem pertinho dos 60 milhões de casos no mundo. Agora, veja quais são os 10 países mais infectados. Brasil continua em destaque:

  1. Estados Unidos: 12,5 milhões
  2. Índia: 9,2 milhões
  3. BRASIL: 6,1 MILHÕES
  4. França: 2,2 milhões
  5. Rússia: 2,1 milhões
  6. Espanha: 1,5 milhão
  7. Reino Unido: 1,5 milhão
  8. Itália: 1,4 milhão
  9. Argentina: 1,3 milhão
  10. Colômbia: 1,2 milhão

Finalmente, o ranking dos 10 países com mais vítimas fatais:

  1. Estados Unidos: 259 mil
  2. BRASIL: 170 MIL
  3. Índia: 134 mil
  4. México: 102 mil
  5. Reino Unido: 55,9 mil
  6. Itália: 51,3 mil
  7. França: 50,3 mil
  8. Irã: 45,7 mil
  9. Espanha: 43,6 mil
  10. Argentina: 37,3 mil.

Fonte: G1, Coronavirus Research Centre, G1

Foto: (destaque): Amazônia Real

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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