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Celebração com nascimento de filhote de subespécie de chimpanzé declarada em risco crítico de extinção

Celebração com nascimento de filhote de subespécie de chimpanzé declarada em risco crítico de extinção

Ele nasceu há poucos dias, nem nome tem ainda, mas já encheu de esperança o coração de muitos. O pequeno filhote de chimpanzé pertence a uma subespécie, a Pan troglodytes verus, considerada criticamente ameaçada de extinção. Ele estava sendo muito aguardado por todos, especialmente a mãe, ZeeZee, após a gestação de oito meses.

“Estamos incrivelmente orgulhosos de ter um novo filhote na tropa de chimpanzés. Mamãe ZeeZee e seu recém-chegado se uniram instantaneamente e ela tem feito um ótimo trabalho em embalá-lo e cuidar dele”, diz Andrew Lenihan.

O profissional é responsável pela área de primatas do Chester Zoo, no Reino Unido, uma das mais importantes organizações de conservação com foco na reprodução de animais em risco de extinção.

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Em breve o filhotinho deve ser batizado com o nome de alguma celebridade do mundo pop ou do rock, como é tradição entre os chimpanzés do zoológico. A escolha é pra chamar a atenção do público sobre a conservação da espécie. No grupo já há um Dylan (Bob), uma Alice (Cooper) e uma Annie (Lennox).

Celebração com nascimento de filhote de subespécie de chimpanzé declarada em risco crítico de extinção

O filhote no colo da mãe

Diferentemente de outras espécies desses primatas, que vivem em habitats com densa vegetação, os chimpanzés ocidentais, também conhecidos como chimpanzés da África Ocidental, são encontrados em mosaicos de florestas-savana, campos abertos misturados com matas ciliares secas. Estão espalhados em pequenas populações, em países como a Costa do Marfim, Gana, Senegal, Guiné, Libéria, Mali, Guiné-Bissau e Serra Leoa. Esta subespécie era observada no passado também em Benin, Burkina Faso e Togo, mas foi extinta nessas áreas.

Por viverem em locais mais abertos, desenvolveram alguns comportamentos únicos e diferenciados para sobreviver nesses ambientes.

“Somente nos últimos 25 anos, o mundo perdeu 80% de sua população de chimpanzés ocidentais, então a chegada de um bebê saudável aqui nos dá uma esperança real de que podemos ajudar a mudar as coisas para esta espécie”, ressalta Mike Jordan, diretor de plantas e animais do Chester Zoo.

Atualmente o planeta vive uma nova grande onda de extinções. A ONU estima que 1 milhão de espécies podem desaparecer. “Como um zoológico de conservação líder mundial, estamos fazendo todo o possível para interromper e reverter isso. Nossas equipes trabalharam em Uganda, Nigéria e Gabão para ajudar a proteger as populações selvagens de chimpanzés e suas florestas. Este trabalho, juntamente com o programa de reprodução de espécies ameaçadas em zoológicos de conservação, ajudará a desempenhar um papel fundamental na proteção desta espécie de ser perdida para sempre”, destaca o especialista.

De acordo com a New England Primate Conservancy, as diferenças entre as subespécies de chimpanzés podem ser percebidas com mais clareza através de seus comportamentos. “Os chimpanzés ocidentais são incrivelmente únicos nesse aspecto. Além de caçar com lanças e comer mais insetos, els também foram observados prevendo o movimento de incêndios florestais, usando água para se refrescar em dias quentes e se reunindo regularmente em cavernas para socializar e dormir. Embora os chimpanzés ocidentais – como outros chimpanzés – sejam diurnos (ativos durante o dia), eles também foram observados caçando à noite. Nenhuma outra subespécie foi documentada agindo dessa maneira”. 

Humanos e chimpanzés se separaram na linha de evolução entre 4 e 8 milhões de anos atrás. Eles são considerados nossos parentes mais próximos.

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Fotos: divulgação Chester Zoo

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