Um encontro poético e político de sotaques

Dessas minhas últimas andanças por Porto Alegre e São Paulo, fiquei com alguns sotaques na minha cabeça: alemão, coreano, japonês… Fui a clubes, institutos e exposições, como a de Hilma af Klint, na Pinacoteca

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Os reflexos do giro de fusca 63 por Porto Alegre

Exposição de Laura Vinci, no Instituto Ling, e visita ao Theatro São Pedro, com direito à concerto da Orquestra de Câmara, com a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre. As atrações do meu passeio pela capital gaúcha num fusca 63

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Fedores musicados

O Coletivo Gelatin, de Viena protagonizou o fechamento da Fundação Liechtenstein, com esta exposição gigante. Não é perfeito para resumir o fechamento de uma instituição de arte?

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Viagem no clarone e no canto da sereia

Sorte dos curitibanos que vão ter no próximo final de semana não só uma exposição do Giramundo, mas também espetáculo do grupo e apresentação do show “Clarone no Choro”, de Sérgio Albach

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Self da inexistência

A peça “Autômatos – Self da INexistência”, da Companhia Laica fala sobre a satisfação viciante que pede pequenas doses constantes de curtidas, compartilhamentos. Mais um clique. Mais um momento intermediado pela tela. Menos um momento ao sabor do vento na janela

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Árvore do esquecimento

O trabalho do mineiro Tiago Gualberto, no Museu Afro Brasil, em SP, causa mal-estar a quem tem um mínimo de consciência social. Ele fala de preconceito, desigualdade, discriminação…

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Espectros ancestrais vão puxar o pé

Exposição internacional revela as condições em que vivem os indígenas da segunda maior etnia brasileira, os Guarani e Kaiowá. Ao lado das fotos, frases de políticos, entre elas, “Vamos parar com a essa discussão sobre terra. A terra enche barriga de alguém?”

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Olhos para liberdade

A performance “Fascismo”, que o grupo Desvio Coletivo fez no Festival de Curitiba 2018, fala da cegueira perigosa e triste do brasileiro. Fala do ódio que derrama sangue e dor neste país em que desigualdade e fome não são motivos suficientes para unir as pessoas

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Para vigiar a fake arte

A peça “Céus”, com direção de Aderbal Freire-Filho, é um calar constante. Não um calar de opressão ou repressão. Um calar para reflexão

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Um grande vazio. Um sem ar, um sem mar… 

O peito permanece fechado, mas me recuso a me amedrontar. Luto por uma respiração menos inerte, não tão travada. Menos perdida. Que coisa maldita. Maldita convicção do absurdo, maldita desigualdade, maldita maldade

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