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Caracol bioluminescente é eleito “Molusco do Ano 2024”

Caracol bioluminescente é eleito "Molusco do Ano 2024"

Conforme contei nessa outra reportagem em março, eram cinco os concorrentes a ganhar o título de “Molusco do Ano” em 2024″: dois caracóis, um marinho e outro terrestre, uma lula, um mexilhão e uma borboleta aquática. Todavia, o pequeno caracol bioluminescente (Phuphania crossei), encontrado em florestas tropicais da Tailândia, conquistou mais de 50% dos votos dos internautas e se tornou o grande vencedor da quarta edição do concurso.

Desde 2020 a Senckenberg Nature Research Society, o LOEWE Centre for Translational Biodiversity Genomics (TBG) e a Unitas Malacologica, a sociedade internacional dos moluscos, promovem essa competição para eleger o “Molusco do Ano”. O objetivo dessas organizações é aumentar a conscientização da população em geral sobre a enorme diversidade desses animais, pouquíssimos conhecidos pelas pessoas em geral.

O vencedor deste ano, chamado de caracol-bastão-luminoso é endêmico do sudeste Asiático, ou seja, só existe naquela região e em nenhum outro lugar do mundo. Seu nome científico faz referência às montanhas Phu Phan, onde ele foi descoberto. Esse molusco emite uma luz esverdeada contínua, dia e noite, como se fosse um bastão luminoso vivo. O brilho é produzido por células no pé e em seu manto manto. A luz pode ser “desligada” temporariamente.

Só se descobriu que o gênero Phuphania é bioluminescente em 2023.

“Conhecemos alguns moluscos que podem brilhar. Porém, a maioria das espécies com esta característica vive no mar. Então, um caracol terrestre bioluminescente é algo especial”, diz Arthit Pholyotha, pesquisador da Universidade de Chulalongkorn, em Bangkok. “Agora, é claro, queremos descobrir quais as vantagens evolutivas que isto traz aos caracóis terrestres – porque, em princípio, os organismos vivos gastam muita energia para gerarem a próprio luz”.

Caracol bioluminescente é eleito "Molusco do Ano 2024"

Como nas edições anteriores, o vencedor tem o seu genoma sequenciado por pesquisadores da Alemanha
Foto: Yuichi Oba

Embora os moluscos sejam o segundo maior filo animal depois dos artrópodes, poucas espécies foram totalmente sequenciadas. Como resultado, pouco se sabe sobre esse bichos.

“Como a bioluminescência evoluiu de forma independente em diversas linhagens de organismos, a decodificação do genoma do Phuphania crossei pode nos ajudar a compreender o misterioso mundo dos moluscos brilhantes que vivem no mar, em água doce ou na terra”, diz Carola Greve, gerente do laboratório do LOEWE Center TBG.

Dois caracóis juvenis vistos de baixo
Foto: Yuichi Oba


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Foto de abertura: Yuichi Oba

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