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Brumadinho: documentário e dossiê revelam a dor das vítimas e denúncias de trabalhadores contra a Vale

Em 25 de fevereiro, fez um mês que a barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão estourou e devastou a região de Brumadinho com sua lama tóxica. Morreram mais de 300 pessoas – os corpos de 122 continuam desaparecidos -, animais, a natureza… O Rio Paraopeba – que abastecia mais de 2,3 milhões de pessoas – está morto em boa parte de sua extensão e levando os rejeitos para o São Francisco. E a Vale continua impune e driblando a Justiça todos os dias.

Para não deixar passar a data em branco e evitar que esse crime caia no esquecimento, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) lançou, nessa data, o estudo minucioso (um dossiê, disponível neste link)O Lucro Não Vale a Vida” e o documentário “Quando o Lucro Vale Mais” (vocé pode assistir na íntegra, no final deste post), que denunciam as práticas da Vale e o descaso com que a empresa tem lidado com trabalhadores e moradores da região, que explora sem dó com seu negócio de risco.

Ambos são denúncias fortes, sob a ótica dos trabalhadores e dos moradores, dedicados a todas as famílias atingidas de Brumadinho, Mariana, Rio Doce, Minas Gerais e de todo o Brasil.

“Nós, atingidos por barragens, que sofremos na pele a recorrente violação de direitos, também denunciamos a destruição e a apropriação de bens naturais, a exploração dos trabalhadores e o desrespeito às comunidades por parte das grandes empresas para a geração de lucros extraordinários. O MAB continuará a denunciando esses crimes e lutando pelo direito dos atingidos por barragens em todo o Brasil”, diz o movimento em seu site. E finalizam, dizendo que lutam por “água e energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”.

Agora, assista ao documentário:

Fotos: Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

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