Brasil bate recordes no setor de energia solar: 1 milhão de consumidores com geração própria e 21,8 bilhões de investimentos em 2021

Brasil bate recordes no setor de energia solar: 1 milhão de consumidores com geração própria e 21,8 bilhões de investimentos em 2021

O sol está brilhando para o setor energético do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o país ultrapassou na primeira semana de janeiro a marca de 1 milhão de unidades consumidoras (UCs) atendidas pela geração distribuída solar fotovoltaica – 76,6% desses consumidores são residenciais. Atualmente são 8,4 GW de potência instalada, um aumento de 64% em relação a 2020, quando este número era de 4.798 GW. Há 720 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede e os estados onde eles estão mais presentes são Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina.

Já a geração centralizada (grandes usinas) atingiu a marca de 4.632 GW de capacidade instalada em 2021, um salto de 35% em comparação ao ano anterior.

“A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do país”, destaca Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar.

Ainda de acordo com os dados da associação, em 2021, o setor de energia solar recebeu investimentos de mais de R$ 21,8 bilhões em 2021, incluindo as grandes usinas e os sistemas de geração em telhados, fachadas e pequenos terrenos. O resultado representa um crescimento de 49% a 2020. Com isso, foram gerados 153 mil novos empregos para o segmento.

Juntas, as gerações centralizada e distribuídas somaram 13 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica no Brasil, quase o dobro do registrado anteriormente, 7.891 GW. As usinas solares de grande porte já são a sexta maior fonte de geração do país, localizadas sobretudo nas regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Tocantins).

Mas ainda há muito espaço para expansão, afirma Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar. “Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com um mercado solar ainda pequeno e muito aquém de seu potencial. Há mais de 89 milhões de consumidores de energia elétrica no país, porém menos de 1% faz uso do sol para produzir eletricidade”.

Dados de 2020 revelam que a matriz energética brasileira ainda é movida principalmente pela fonte hídrica (60%), seguida pela eólica (9%), biomassa (8,4%) e gás natural (8,2%) e apenas 1,4% veio da geração eólica.

Globalmente, os países que mais produzem energia solar são China, União Europeia, Estados Unidos, Índia e Japão.

Brasil bate recordes no setor de energia solar: 1 milhão de consumidores com geração própria e 21,8 bilhões de investimentos em 2021

Leia também:
Califórnia planeja exigir que novos edifícios comerciais e residenciais tenham instalação e baterias para energia solar
Projeto carioca que leva energia solar para favelas do Rio é finalista em prêmio global da ONU

Foto: domínio público/pixabay


Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Deixe uma resposta