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Bill Gates anuncia investimento de US$ 50 milhões na China para o combate de doenças infecciosas no mundo

Em discurso (O poder da inovação para solucionar desafios globais), proferido hoje (15/6) em Pequim, no Global Health Drug Discovery Institute – GHDDI (Instituto Global de Descoberta de Medicamentos para a Saúde), o bilionário Bill Gates anunciou que, nos próximos cinco anos, a Fundação Bill & Melinda Gates fará investimentos da ordem de US$ 50 milhões (cerca de R$ 240 milhões) em parceria com instituições chinesas e o governo da cidade para pesquisas sobre doenças infecciosas e novos medicamentos.

A quantia será doada para o instituto, que ainda receberá do governo municipal a mesma quantia. E o foco serão a tuberculose, a malária e doenças tropicais que ainda hoje afetam países pobres de forma desproporcional. Segundo a Fundação Bill & Melinda Gates, países de baixa e média renda carregam 90% da carga global de doenças infecciosas, mas apenas 10% dos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos vão para doenças que afetam essas populações, ressaltando um caso claro de desigualdade global na saúde.

Por sua vez, a Universidade Tsinghua continuará a apoiar o GHDDI em áreas como construção e compartilhamento de plataformas de pesquisa, tradução de descobertas de pesquisa e desenvolvimento de talentos. E o projeto também prevê parceria com o California Institute for Biomedical Research – Calibr (Instituto da Califórnia para Pesquisa Biomédica).

Redução da pobreza e erradicação a malária

O filantropo americano elogiou a China devido às conquistas significativas obtidas com a redução da pobreza e também na melhoria da saúde, e declarou: “Tenho esperança de que o país possa desempenhar um papel ainda maior ao enfrentar desafios atuais, especialmente aqueles que impactam os países africanos”.

Ele também lembrou que, nos anos 1950, a China tinha, por ano, cerca de 30 milhões de casos de malária e 300 mil mortes devido à essa enfermidade. Mas, em 2017, nenhuma infecção por malária foi registrada e, por isso, em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a erradicação da doença e sua certificação como um país totalmente livre dela.

“Essa é uma conquista incrível, mas os cientistas chineses estão fazendo mais do que apenas ajudar a eliminar a malária em casa. Eles estão construindo um legado, desenvolvendo soluções de última geração para ajudar a erradicar a malária em todo o mundo“.

O Instituto

O Global Health Drug Discovery Institute (GHDDI) foi fundado em 2016 pela Fundação Bill & Melinda Gates em conjunto com a Universidade de Tsinghua e o governo municipal de Pequim. De acordo com o site da instituição, trata-se de “uma organização de pesquisa independente e sem fins lucrativos, a primeira na China.

“Aproveitando totalmente os recursos e vantagens globais no país, o GHDDI está comprometido em melhorar a saúde global por meio do desenvolvimento acelerado de novos medicamentos e tecnologias inovadoras para combater doenças que afetam as populações no mundo em desenvolvimento, de forma desproporcional, e trazer influência ampla e de longo prazo para a saúde no mundo”.

Fonte: China Daily

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