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Beagle é adotado após nove anos em laboratório: veja que emocionante seus primeiros passos no novo lar!

Beagle é adotado após nove anos vivendo em laboratório de testes

Sidney, o beagle da foto, nasceu num laboratório e, com cerca de dez meses, foi tirado da mãe para virar cobaia.

Durante nove anos, foi submetido a testes de toxicidade, ou seja, recebeu doses variadas de drogas para que o nível de toxinas pudesse ser verificado. Dá para imaginar o quanto isso o deixava doente? E como seu corpo reagia?

Ele passou toda sua vida confinado em cativeiro e sofrendo com tais abusos.

Não teve qualidade de vida, nem um lar – apenas uma gaiola, onde descansava dos testes e dormia. Também não tinha quem o amasse. Não teve brinquedos, nada para morder ou se aconchegar, nem a companhia de outro animal.

Shannon Keith, presidente e fundadora da organização Beagle Freedom Project (BFP), de Los Angeles, Califórnia, contou à revista NewsWeek (NY) que “suas interações com pessoas se limitavam principalmente aos períodos de testes, de alimentação e limpeza. Ele não tinha enriquecimento em sua vida, o que significa nenhum estímulo e nada para fazer”.

Até que, em setembro deste ano, a BFP resgatou-o do laboratório e encontrou um lar temporário e um tutor comprometido em lhe dar amor e todo cuidado que Sidney precisava e merecia até ir para seu lar definitivo.

“Quanta coragem para dar esses passos!”

O momento em que Sidney sai da caixa de transporte, dá os “primeiros passos para a liberdade” e começa a desbravar seu novo lar é emocionante. Foi registrado pelos integrantes da BFP e divulgado no Tik Tok em 15 de setembro, tornando-se viral instantaneamente: alcançou mais de 143 mil visualizações. Assista ao vídeo publicado no Instagram da organização:

 

 

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Beagle Freedom Project (@beaglefreedom)

Hoje, às 18h, o vídeo no Tik Tok tinha mais de 15 mil curtidas e mais de 700 comentários. Keith comentou que as principais reações foram de “tristeza e empatia por Sidney”, algumas agradeceram à organização por tê-lo resgatado, mas muitas foram as pessoas que expressaram raiva devido à essa prática hedionda da indústria farmacêutica. Veja:

– “Feche todos os experimentos com animais!!! Pobres animais! Muita força, doce Sydney“;
– “Você imagina quanta coragem é necessária para dar esses passos, depois de tudo que ele passou?”;
– “Como as pessoas podem ser tão cruéis? Elas nunca deveriam ser usadas para testes. Estou muito feliz por Sidney”;
– “Isso me deixa incrivelmente triste. Sinto muito, Sidney. Que daqui em diante você só conheça amor e bondade”;
– “Quem poderia fazer isso com esta doce alma inocente?”;
– “Obrigado por dar a este precioso bebê a merecida liberdade!” e
– “Meu Deus, 9 anos! Isso é horrível e comovente!”

“Esperamos que, ao compartilhar os primeiros passos de liberdade de Sidney – ou de muitos outros sobreviventes -, possamos espalhar a consciência sobre os animais explorados em laboratório e tudo o que eles passam, para que uma ciência melhor prevaleça sem o uso de animais”, destacou Keith à reportagem da NewsWeek.

Sequelas e avanços 

Claro que um ser que passa por tantos maus-tratos, só pode ter sequelas físicas e sérios traumas. Além de problemas dentários, entre outros, o beagle tem lutado contra um trauma recorrente, com grandes avanços: o medo das pessoas. 

“Nove anos em um laboratório causa TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) grave”, explicou Keith. “Ele teve que aprender a confiar nas pessoas, a superar o medo de certos ruídos e a aprender a apenas ser quem é” e que tudo está sempre bem.

E o que de mais incrível poderia acontecer na vida de Sidney, aconteceu! Sua tutora temporária se apaixonou por ele e decidiu adotá-lo de forma permanente. Mais: ele ainda ganhou um irmão beagle, que o está ensinando a ser um cachorro normal.

E a diretora do BFP explicou: “Chamamos isso de avanço do beagle, quando eles finalmente olham nos seus olhos, em vez de através deles. Para alguns, pode levar apenas alguns dias, para outros, meses ou anos. Para Sidney, demorou um pouco, mas ele finalmente conseguiu. Num dado momento, quando olhou nos olhos de sua tutora, certamente sentiu que estava seguro”.

É preciso estar muito seguro para deitar nessa posição, completamente entregue à preguiça / Foto: Beagle Freedom Project

“O vínculo se torna muito próximo quando se ajuda um cão a superar um trauma”, salientou Keith, “e o cão se transforma no mais novo membro da família”. Foi o que aconteceu com este simpático cãozinho. 

Sidney é muito curioso / Foto: Beagle Freedom Project

Triste realidade

A história de Sidney teve um desfecho feliz, mas a maioria dos animais usados em experimentos laboratoriais não tem a mesma sorte: enfrenta consequências fatais ou é sacrificada quando não tem mais utilidade.

“A prática de testes em animais é amplamente condenada e deve ser abolida. Os consumidores podem contribuir evitando produtos testados em animais e buscando outros com certificações que atestam ser “livre de crueldade”. Além disso, o apoio à legislação que proíbe todos os testes em animais é fundamental para mudar essa realidade”, destaca a Anda – Agência Nacional dos Direitos dos Animais.

De acordo com a Humane Societymais de 50 milhões de animais são usados em experimentos nos EUA todos os anos, entre eles cães, gatos, hamsters, porcos, coelhos e ovelhas. 

Geralmente, os cães são direcionados para testes no coração, nos pulmões e/ou nos rins, para que os laboratórios possam ter ideia de como uma substância pode afetar a função dos órgãos humanos.

A seguir, assista ao vídeo publicado pela organização Beagle Freedom Project no Instagram:

Com informações da NewsWeek, da Anda – Agência de Notícias dos Direitos dos Animais

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