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BeGreen: conceito de fazenda urbana ganha impulso em Belo Horizonte


Uma startup conectada com o mundo real. Essa é uma das definições possíveis para a BeGreen, iniciativa de dois jovens empreendedores de Minas Gerais que decidiram trazer para o Brasil uma ideia que já ganha corpo em outros países, como Estados Unidos e Canadá. Já em atividade, a primeira fazenda urbana da América Latina ocupa um espaço antes subutilizado ao lado do Boulevard Shopping, em Belo Horizonte.

Mais do que simplesmente plantar hortaliças e criar peixes, o objetivo de Giuliano Bittencourt e de Pedro Graziano, criadores da BeGreen, é conectar crianças e adultos da cidade grande com conceitos de sustentabilidade, incentivando um novo olhar sobre a cadeia produtiva e sobre o papel de cada um nela.

Assim, além de visitas de escolas e do público geral à plantação, a fazenda tem também espaço para a venda de produtos orgânicos de pequenos produtores e uma lojinha intitulada Faça Você Mesmo, com itens para que qualquer um consiga transformar um quintal ou uma sacada em uma mini-horta. Também há um pequeno restaurante com pratos saudáveis, a Casa Amora.

“Tive contato com as fazendas urbanas durante uma temporada de estudos nos Estados Unidos”, diz Giuliano, administrador público. Para testar as técnicas e aprimorar o conhecimento, ele e Pedro primeiro aproveitaram uma chácara nos arredores de Belo Horizonte e começaram uma pequena plantação. “Foi um duro aprendizado, usando de tentativa e erro e passando por diversos obstáculos imprevistos”, explica.

Alguns meses depois, com o modelo pronto, era hora de encontrar um espaço urbano para implantar o projeto (como toda startup, apoiado por investidores). O terreno, em uma área densamente povoada de um bairro central de Belo Horizonte, ao lado do shopping, encaixou-se nos planos. Foram mais alguns meses de construção, dando prioridade para materiais reciclados e de reuso, até a inauguração em maio de 2017.

O princípio é simples: em uma estufa, hortaliças são produzidas usando aquaponia, com reuso da água dos tanques onde são criadas tilápias (e que chegam às plantas enriquecidas pelos dejetos dos peixes). Todo o processo é controlado e feito sem o uso de agrotóxicos. E a água que abastece os tanques é coletada da chuva. Num futuro breve, além de hortaliças a ideia também é produzir legumes, no mesmo espaço.

O cuidado com os detalhes também chama a atenção. Um dos princípios básicos da BeGreen é combater o desperdício de alimentos. Assim, as hortaliças são menores que as convencionais e vêm embaladas em caixinhas de material reciclável que permite que o pé de alface, por exemplo, fique fresco por até uma semana sem ter de ir para a geladeira. Junte-se a isso o encurtamento da distância entre o produtor e o consumidor, racionalizando a distribuição, e tem-se outro aspecto positivo das fazendas urbanas.

Quem disse que uma startup não pode trabalhar no mundo real ainda ajudar a fazer dele um lugar melhor?

Foto: José Eduardo Camargo

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Débora Alvarez
Débora Alvarez
6 anos atrás

Bom dia!!

Adorei a iniciativa da fazenda urbana, já tinha lido sobre esse assunto e achei interessante. Agora temos aqui no Brasil a primeira fazenda urbana da América Latina isso é sensacional, que sirva de exemplo para outros Estados do Brasil.
Parabéns !!! Giuliano Bittencourt e Pedro Graziano

Abraço

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