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Baleias-franca-do-atlântico-norte estão ficando menores e com isso, tendo menos filhotes

Baleias-franca-do-atlântico-norte estão ficando menores e com isso, tendo menos filhotes

As baleias-franca-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis) são uma espécie considerada criticamente em risco de extinção. Estima-se que restem cerca de 350 delas e apenas 100 sejam fêmeas na idade reprodutiva. Ela é a mais ameaçada baleia dentre aquelas de seu gênero. E agora cientistas trazem mais um motivo de preocupação sobre a sobrevivência dessas gigantes nos oceanos.

Uma análise comparou o tamanho dessas baleias ao longo das últimas décadas, começando nos anos 70. Através de imagens aéreas, eles mediram o comprimento para calcular a massa corporal e chegaram à conclusão de que as fêmeas estão ficando menores.

E segundo os cientistas envolvidos no estudo, ao serem menores, elas têm menos chances de ter um filhote – quanto menor a baleia, a probabilidade dela procriar é reduzida.

“O tamanho do corpo é fundamental para muitos processos da história de vida, incluindo a reprodução. Em todas as espécies, as alterações climáticas e outros fatores de estresse causaram reduções no tamanho corporal dos animais, com consequências para suas populações. Agora documentamos uma redução no comprimento médio das baleias-francas-do-atlântico-norte, criticamente ameaçadas, em paralelo com declínios na saúde e nas taxas vitais resultantes de atividades humanas e mudanças ambientais”, alertam os pesquisadores em um artigo científico publicado esta semana.

Uma das hipóteses levantadas sobre a redução do corpo das baleias é a falta de alimentos. No ano passado, um outro estudo apontou que baleias-francas estavam mais magras devido ao aquecimento global e o degelo na Antártica. Com menos abundância de krill por causa do aumento da temperatura, elas estavam 25% mais magras do que na década de 80. E as fêmeas tinham um novo filhote a cada cinco anos e não mais a cada três, como era observado no passado.

Trabalhos anteriores já demonstraram que os níveis de lipídios nas baleias estão relacionados à massa corporal e são usados como fonte de energia. Ao ficarem menores, as baleias armazenam menos lipídios, reduzindo a quantidade de energia disponível para carregar os filhotes.

Mudanças também na expectativa de vida

Em condições normais, a baleia-franca-do-atlântico-norte pode pesar mais de 60 toneladas e medir até 20 metros. Sua expectativa de vida gira em torno dos 70 anos. No entanto, biólogos têm percebido que esses cetáceos vivem agora somente até cerca de 45 anos de idade e os machos 65. De acordo com a Agência Nacional de Oceano e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), essa redução da expectativa de vida se deve à mortalidade causada pelo homem, não à velhice.

“Nos últimos anos, os pesquisadores registraram mais mortes entre fêmeas adultas do que machos adultos, levando a uma população com mais machos do que fêmeas, um viés que está aumentando com o tempo. As fêmeas que sofrem estresse energético da reprodução podem ser mais suscetíveis do que os machos a morrer de lesões crônicas, como as de emaranhamento ou colisões com barcos e navios”, explica a agência.

*Com informações do site Phys.org

Foto de abertura: NOAA Photo Library, Public domain, via Wikimedia Commons

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