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Baleia-franca-do-atlântico-norte tem corda de pesca presa na boca; espécie está à beira de extinção

Baleia-franca-do-atlântico-norte tem corda de pesca presa na boca; espécie está à beira de extinção

A baleia-franca-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis) da imagem acima é um macho adulto, identificado pela numeração #4143. Desde o último dia 9 de abril ela vem sendo monitorada pela equipe de pesca da Agência de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) porque imagens aéreas revelaram que o animal está com uma enorme corda de pesca presa na boca e que também parece estar enroscada na cauda.

Biólogos afirmam que as condições gerais de saúde parecem boas e a baleia foi vista se alimentando. Todavia, como o último local onde ela foi observada era muito longe da costa, não foi possível enviar um time de especialistas para tentar remover a corda.

#4143 foi documentada pela primeira em 2011, quando ainda era um filhote. Especialistas conseguem identificar os diferentes indivíduos da espécie através de marcas naturais no corpo e sobretudo, na cauda. No mês passado, a baleia estava na Baía de Cape Cod, na costa do estado de Massachusetts, e ainda não estava enroscada na rede de pesca.

Casos como esse são cada vez mais frequentes. Infelizmente, cordas e apetrechos descartados pela indústria pesqueira estão entre os principais responsáveis pelo desaparecimento desses gigantes, assim como colisões com barcos.

As baleias-franca-do-atlântico-norte são uma espécie considerada criticamente em risco de extinção. Estima-se que restem cerca de 350 delas e apenas 100 sejam fêmeas na idade reprodutiva. Ela é a mais ameaçada baleia dentre aquelas de seu gênero. 

Em 2017, uma alta taxa de mortalidade entre baleias-francas-do-atlântico-norte foi documentada no Canadá e nos Estados Unidos e autoridades decidiram então declarar um “Evento de Mortalidade Incomum (UME)”, que inclui indivíduos mortos, feridos e doentes. Segundo a NOAA, os animais que fazem parte dessa lista representam mais de 20% da população, o que representa um impacto significativo numa espécie já ameaçadíssima, em que as mortes ultrapassam os nascimentos.

Além disso, a investigação da agência demonstra que somente cerca de 1/3 das mortes de baleias-francas são documentadas.

A baleia #4143 agora faz parte do UME. Ela é a 126a a ser incluída e foi classificada no critério “morbidade”, ou seja, com uma lesão subletal.

Em condições normais, a baleia-franca-do-atlântico-norte pode pesar mais de 60 toneladas e medir até 20 metros. Sua expectativa de vida gira em torno dos 70 anos. No entanto, biólogos têm percebido que esses cetáceos vivem atualmente somente até cerca de 45 anos de idade e os machos 65. De acordo com a NOAA, essa redução da expectativa de vida se deve à mortalidade causada pelas atividades humanas.

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Foto de abertura: NOAA Fisheries. Taken under NOAA permit #24359

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