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Bairro com melhor índice de coleta seletiva em São Paulo chega apenas a 10%

A cidade mais rica do país engatinha na coleta seletiva. É o que mostra o Mapa da Desigualdade 2022, apresentado esta semana pela Rede Nossa São Paulo e Instituto Cidades Sustentáveis.

(a foto que abre este post mostra uma obra do artista Eduardo Srur, produzida em 2012 e exposta no Parque Ibirapuera para provocar o público a refletir sobre reciclagem e coleta seletiva)

O estudo mostrou que a melhor performance desse índice está em 10,3% na Vila Mariana, bairro de classe média, na zona sul de São Paulo. O pior, 0,2% de coleta seletiva, ficou com Jaçanã e Tremembé, ambos na região norte.

Bairro com melhor índice de coleta seletiva em São Paulo chega apenas a 10%

“É difícil isso porque efetivamente reciclamos pouco e, quando a gente coleta, ainda existe uma mistura”, diz Jorge Abrahão, diretor do Instituto Cidades Sustentáveis, que continua:

Bairro com melhor índice de coleta seletiva em São Paulo chega apenas a 10%

˜Isso é lamentável porque desestimula as pessoas, mas temos que começar por algum lado. Acho que as pessoas estarem sendo educadas para a coleta seletiva já é um primeiro passo. Ao se engajarem, também se tornarão um elemento de pressão para mudanças de políticas. Temos que pressionar o governo e continuar levando as pessoas nessa direção”.

Entre os indicadores de meio ambiente, o Mapa também aponta a emissão de poluentes atmosféricos por área. A pior região está no centro, no bairro da Sé.

A emissão de material particulado está associada às viagens de ônibus, gerado por combustão e por desgaste de pneus, freios e pistas. O pior índice é de 1,51 contra Marsilac, onde a taxa ficou em zero. Entre os dois pontos, não para menos, são 52 quilômetros de distância, uma viagem de quase duas horas.

Bairro com melhor índice de coleta seletiva em São Paulo chega apenas a 10%

O levantamento anual, feito desde 2012, usa informações públicas para medir a diferença entre os 96 distritos da capital em diversas áreas como saúde, educação e meio ambiente.

Para Abrahão, os números sozinhos são frios, mas apontam um caminho.

˜Desigualdade não é algo natural, foi construída por nós. Se fomos capazes de criá-la, também cabe a nós solucioná-la. E o mapa traz essa provocação”.

Foto (destaque): Raw Pixel/Creative Commons

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