Quem disse que comida não pode ser divertida e saudável, ao mesmo tempo?


Estas massas não estão aqui só pela beleza, mas também não só por serem tingidas com ingredientes naturais. É por tudo isso, mas também pela qualidade que sua criadora, a americana Linda Miller Nicholson, imprime em tudo que faz.

Massas coloridas, feitas com ingredientes naturais, de qualidade e saborosas, ainda são raras. Mas lindas e criativas como as que ela produz, ainda não tinha visto… até hoje. Mas não dá vontade de comê-las, de cara. Dá vontade de ficar olhando, curtindo as cores, brincar com elas. Não tem jeito!

Linda escreve sobre comida – é bastante conhecida e premiada nos Estados Unidos, principalmente na Califórnia – e trabalhou com o movimento Slow Food da Itália, além de aprender os mistérios da gastronomia molecular. Sabe o que significa isso? Ela estudou os processos químicos e físicos que envolvem a culinária, as transformações dos ingredientes no cozimento, como também aspectos sociais, artísticos e técnicos da comida. Toda essa bagagem somada ao seu talento incrível para produzir ‘macarrão’ lhe rendeu o apelido de Lady Gaga das Massas (na foto ao lado, feita pela amiga Débora Spencer, ela aparece ‘vestida’ com pedaços de massas que produz, ou seja, de farinha, ovos e açafrão, numa pausa do trabalho). 

Teve um blog durante um bom tempo, mas o abandonou temporariamente para se dedicar mais ao ofício que ama e divulgar nas redes sociais. Com sua marca, Salty Seattle, ela está no Instagram, Facebook, Twitter e Snapchat.

E, agora, voltando às massas… Linda as ama e queria variar o cardápio (dessa iguaria) em casa, além de introduzir um pouco de diversão nas refeições de seu filho. Tem uma visão generosa sobre quem cozinha: acredita que todos podem fazê-lo e se divertir com isso, sem ter que investir em um diploma de artes culinárias.

Sua comida reflete sua personalidade: é da terra e do coração. E foi assim que ela começou a criar raviolis, fettuccines, agnolottis, tagliatelles, fusilis, espaguetes coloridíssimos. Os desenhos são muito pop – geométricos, florais, quase lisérgicos. E, para criá-los, ela usa apenas corantes à base de vegetais e outros ingredientes naturais (foto ao lado). É da beterraba, da cenoura, do espinafre, da ervilha, do açafrão, da beringela, da batata, da salsinha – também do açaí, da espirulina (alga), do trigo, de castanhas, do leite –, que ela extrai a cartela cromática que tinge suas criações.

Ao assistir ao vídeo que incluí no final deste post, imaginei que, diante de um prato com suas massas, seria difícil ter vontade de comê-las. O desejo que me deu foi de ficar olhando pra elas por um tempo, de tão lindas. E de brincar também: algumas massas são como quebra-cabeças, por exemplo.

Agora, deleite-se com as imagens que selecionei do Instagram da Salty Seattle e, depois, com o vídeo que mostra detalhes do trabalho de Linda. Vê-la mexer com as massas, é um show à parte.

 

 

 

Fotos: Divulgação

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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