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Artistas exibem a maior escultura pública do mundo com 45 espécies de animais ameaçados de extinção

Artistas exibem a maior escultura pública do mundo com 45 espécies de animais ameaçados de extinção

Faz cinco anos que os artistas australianos Gillie e Marc, conhecidos mundialmente por suas esculturas de animais em bronze, criaram o projeto Love The Last com o intuito de contribuir para a conservação e ajudar a salvar da extinção as espécies mais ameaçadas do mundo.

Assim, o casal tem partilhado conhecimento sobre diversas espécies, a fim de conscientizar o público e inspirar ações, além de angariar fundos para organizações que atuam pela proteção animal e ambiental

Dando sequência ao projeto, em 2022, idealizaram a maior escultura pública do mundo, composta pelas 45 espécies de animais mais ameaçados de extinção na atualidade.

Artistas exibem a maior escultura pública do mundo com 45 espécies de animais ameaçados de extinção
Foto: divulgação/Gillie and Marc

Batizada de Love The Last March (Ame a Última Marcha, em tradução livre), a escultura retrata animais caminhando enfileirados, em solidariedade, para salvar suas vidas, liderados por um gorila da montanha, que estica a pata convidando o público a seguir com eles. 

Artistas exibem a maior escultura pública do mundo com 45 espécies de animais ameaçados de extinção
Marc e Gillie no dia da inauguração da escultura no Gardens of Bay, em Singapura
Foto: divulgação/Gillie and Marc

“Normalmente, quando criamos uma escultura para a vida selvagem, nos concentramos em um animal por projeto. Mas a taxa de extinção está a aumentar a um ritmo assustador [como aponta a organização IUCN com sua lista vermelha]. Queríamos mostrar a escala deste problema, conscientizando sobre o problema abrangente, bem como destacando espécies individuais”, explicam.

Artistas exibem a maior escultura pública do mundo com 45 espécies de animais ameaçados de extinção
Foto: divulgação/Gillie and Marc

As esculturas foram criadas com base em fotografias e esboços que os artistas coletaram ao longo dos anos em que estudaram a vida selvagem e viram de perto espécies como gorila da montanha, elefante, girafa, o panda gigante e o wombat de nariz peludo do Norte.

Com 192 metros de comprimentoa Última Marcha foi inaugurada em 19 de maio de 2023, no complexo Gardens by the Bay, em Singapura, e ficará exposta até 18 de maio próximo (veja a imagem aérea dessa ‘procissão’ na foto abaixo).

Vista aérea de um trecho da marcha
Foto: divulgação/Gillie and Marc

E faz parte dos planos de Gillie e Marc levá-la para mais cinco países ao redor do mundo. Será que o Brasil se habilita? Mas pra isso seria legal ter anta, onça-pintada, preguiça, tamanduá-bandeira nessa marcha animal. Será que tem?

Tem polvo, urso, elegante, girafa, rinoceronte, chimpanzé, gorila, orangotango, hipopótamo, tigre, wombat, leão, lagarto, jacaré, serpente, pinguim, peixe, golfinho, tubarão… Assista ao vídeo no final deste post para ver todos.

Interatividade a partir de QR Code

Vale destacar que, apesar de ser produzida em bronze, um material estático, pesado e duro, a escultura foi projetada para ser interativa. 

Em cada escultura, há uma placa de identificação com código QR que leva o público a informações sobre a espécie como comportamento, dieta e por que está ameaçado.

Na placa que acompanha cada animal, informações sobre a espécie e
QR Code para acessar mais informações e sua imagem em 3D

Foto: divulgação/Gillie and Marc

Além disso, ao digitalizar o código, a escultura ganha vida com animação 3D e o animal salta de seu corpo estático de bronze para iniciar sua marcha na tela do celular ou tablet.

“Esta é a escultura mais importante que já criamos! Esperamos que, com a adição da realidade aumentada, as pessoas fiquem ainda mais inspiradas para marchar ao lado dos animais, juntando-se ao nosso movimento re-selvagem para proteger as criaturas mais preciosas do mundo”, destaca Gillie.

Inspirado por uma das frases icônicas de David Attenborough – “Ninguém protege aquilo com o qual não se importa; e ninguém se importará com o que nunca experimentou” –, Marc conta: 

“Nossas esculturas são projetadas para proporcionar uma experiência inesquecível com a vida selvagem. Ao criar uma escultura hiper-realista que o público pode tocar e estudar de perto, combinada com fatos sobre o animal, acreditamos que criamos uma ligação nunca experimentada. E com essa conexão pessoal, pode nascer um conservacionista”.

Foto: reprodução do vídeo publicado no Instagram

Os dois ainda destacam que, embora esta seja uma obra sobre a extinção da vida selvagem, também partilha uma mensagem de esperança e de como podemos atuar para impedir que essa crise perdure. 

“Devemos estar atentos à forma como vivemos e aprender a viver mais uma vez de forma sustentável, para voltarmos a fazer parte da natureza. Só então seremos capazes de mudar o curso do planeta, passando de um desastre total para a regeneração e o equilíbrio”.

A seguir, assista ao vídeo que passeia por toda a marcha e dá ideia de como é a experiência de visitá-la: veja cada animal e sua proporção em relação aos visitantes e como eles se divertem. Depois, ainda reproduzimos um vídeo no qual Gillie e Marc contam sobre seu trabalho (em inglês).

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Fotos: divulgação 

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