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“Arca Fotográfica: Animais da Terra” será exposição inaugural do novo museu da National Geographic nos EUA

"Arca Fotográfica: Animais da Terra" será exposição inaugural do novo museu da National Geographic nos EUA
Foto: Joel Sartore/National Geographic Photo Ark

No final de 2024, a National Geographic Society anunciou o início da construção de um novo e grandioso museu nos Estados Unidos: o National Geographic Museum of Exploration, que deve ficar pronto em meados de 2026, na capital do país, Washington D.C. Com o projeto em fase avançada, já se sabe qual será exposição inaugural que receberá os futuros visitantes – Photo Ark: Animals of Earth, o projeto do renomado fotógrafo Joel Sartore.

Em parceria com a National Geographic Society, há quase duas décadas Sartore começou a fotografar espécies da fauna ameaçadas de extinção. O projeto, batizado de Arca Fotográfica, uma referência à Arca de Noé, é um arquivo digital com imagens de milhares de animais. Em 2025, ele registrou sua foto número 17 mil, uma ave-do-paraíso. Sua meta é chegar a 20 mil.

Sartore já rodou o planeta para fazer essas imagens. Viajou a mais de 50 países, incluindo o Brasil, para criar esse arquivo global da biodiversidade na Terra. Todos os animais fotografados estão em cativeiro, onde biólogos, pesquisadores e ambientalistas trabalham para tentar salvar estes últimos espécimes e poder garantir que tenham alguma chance para se reproduzir e desta maneira, aumentar o número de indivíduos da própria espécie.

"Arca Fotográfica: Animais da Terra" será exposição inaugural do novo museu da National Geographic nos EUA
Um furão-de-pés-pretos (Mustela nigripes) fotografado no Zoológico de Toronto, no Canadá 
Foto: Joel Sartore/National Geographic Photo Ark

“Por quase duas décadas, a missão da Photo Ark tem sido celebrar o esplendor de todas as criaturas da Terra e inspirar ações antes que seja tarde demais”, diz Sartore. “Ver o trabalho da minha vida apresentado como uma exposição imersiva inaugural no novo Museu da Exploração da National Geographic é uma verdadeira honra. Para mim, “Animais da Terra” é mais do que uma exposição — é uma oportunidade de usar essa tecnologia interativa inovadora para colocar os visitantes frente a frente com todas as espécies maravilhosas que tive o prazer de fotografar ao redor do mundo, servindo também como um testemunho da diversidade de espécies em nosso planeta que devemos trabalhar juntos para proteger.”

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Celebração da ciência e do mundo natural

As fotos de Sartore são sempre com fundos preto ou branco para garantir que todos os detalhes de cada espécie sejam revelados e não existam outras distrações. Uma das aves que pousou para as lentes do fotógrafo, por exemplo, foi a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), endêmica da Caatinga brasileira, e que foi declarada oficialmente extinta na natureza nos anos 2000.

Na exposição no novo museu, elas serão projetadas também em grande escala, com elementos interativos táteis e sensores. “Será uma experiência cuidadosamente concebida para contar uma história incrível e permitir que os visitantes interajam com as espécies apresentadas na Arca Fotográfica como nunca antes”, dizem os curadores da mostra.

"Arca Fotográfica: Animais da Terra" será exposição inaugural do novo museu da National Geographic nos EUA
Iguana de Fiji (Brachylophus bulabula), do Zoológico de San Diego, na Califórnia (EUA)
Foto: Joel Sartore/National Geographic Photo Ark

O National Geographic Museum of Exploration promete se tornar um dos novos grandes destinos turísticos de Washington D.C. Serão mais de 9 mil metros quadrados de área, abrigando um complexo de prédios, com exposições permanentes e temporárias que terão como foco a ciência, a exploração e a educação como ferramentas para proteger o mundo natural.

Logo na entrada os visitantes já vão se deparar com a famosa moldura amarela das famosas revistas da National Geographic. Um teatro exibirá ainda filmes e documentários. O projeto inclui também projeções noturnas em um jardim ao ar livre.

A National Geographic Society foi fundada em 1888 por um grupo de 33 acadêmicos e cientistas. Ao longo de mais de um século de atuação, já concedeu mais de 15 mil bolsas para trabalho de profissionais do mundo inteiro.

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