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Após ser resgatada de incêndio no Pantanal, onça-pintada criada em fazenda ganha lar definitivo

onça-pintada elegante da foto se chama Marruá. Ainda filhote, ela perdeu a mãe durante incêndio no Pantanal, em 2020, e foi acolhida por funcionários de uma fazenda, em Cáceres, onde permaneceu até o início de fevereiro deste ano.

Sua história é mais um alerta para quem se depara com animais silvestres em perigo

Se for um filhote como Marruá, o primeiro passo é tirá-lo da situação em que se encontra. Mas só em casos desse tipo: neste, por exemplo, ela não podia ficar abandonada e sozinha. Morreria.

O segundo passo é “entrar em contato imediato com os órgãos ambientais para que eles tomem as providências necessárias, evitando a humanização do animal, e também para que não se caracterize crime ambiental”, explica Daniela Gianni, coordenadora de Projetos e Atividades do Instituto Nex.

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Marruá foi criada em total liberdade, na companhia de cães, gatos e outros bichos, alimentada todos os dias e tratada como um animal doméstico. Tornou-se mansa. Não aprendeu a caçar, nem a se defender de ataques. “Em 21 anos de Nex, nunca vimos um bicho tão manso!”, conta Daniela. 

E Marruá cresceu: está com cerca de dois anos e 86 kg e, recentemente, começou a predar bezerros e outros bichos da fazenda. 

Com receio de que ela começasse a fazer o mesmo nas fazendas vizinhas e fosse morta, o dono da fazenda onde ela vivia chamou a polícia ambiental de Cáceres, no Mato Grosso, que acionou o ICMBio/Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos)e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) do Mato Grosso, que, por sua vez, chamaram o Instituto Nex.

“O ICMBio/Cenap e e a Sema/MT organizaram a destinação da Marruá através do programa de cativeiro do ICMBio, em parceria com a AZAB (Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil), do qual o Nex faz parte. E fomos escolhidos para ficar com ela”.

Assim, na companhia de integrantes dos órgãos acima e da polícia ambiental, Daniela, Thiago Luczinki, veterinário e responsável técnico da Nex (na foto abaixo, com a onça), e o tratador de onças Rogério Silva (ao lado de Daniela), partiram em busca de Marruá: percorreram mais de três mil km e retornaram ao Nex em 3 de fevereiro. 

Foto: Reprodução Instagram

“Para que a operação desse certo, contamos com o apoio imprescindível do ICMBio/Cenape da Sema/MT! Por isso, agradecemos também a confiança depositada no Nex, em conjunto com o Ibama e a Sema de Goiás”, enfatiza Daniela.

“O Nex foi escolhido por esses órgãos ambientais como um local apto e adequado para receber Marruá, devido a nossa reputação, aos cuidados com os animais e ao espaço que temos”. E Daniela acrescenta:

“Por enquanto, ela está num recinto de quarentena, provisório, porque ainda vamos construir um recinto especial para ela, como acontece com cada animal que chega aqui. Cada um tem uma história e uma necessidade. Temos animais cegos, por exemplo, que precisam de lago raso, corrimão na passarela…”.

A especialista conta que, Marruá precisa de muito espaço porque estava acostumada com liberdade, “e também precisa de bastante vegetação, por isso seu recinto vai custar caro e a gente precisa da ajuda das doações”.

O instituto Nex publicou, em seu Instagram, um vídeo muito bacana para contar sobre a nova moradora, que você pode assistir no final deste post.

De PIX de R$ 1,50 a patrocínio: doe como quiser!

Como acontece sempre com a chegada de um novo inquilino, o Nex criou uma campanha de financiamento coletivo no site Vakinha, na qual o menor valor de doação é R$ 25 e a meta de 100 mil reais. Como Daniela destacou, o recinto da Marruá vai sair caro, por isso toda ajuda é bem-vinda e o instituto oferece muitas formas de contribuição.

Você pode transferir qualquer quantia pelo PIX 04567090000158 (CNPJ), indicando que o depósito foi para o ‘recinto Marruá’. Mas o Nex lançou uma nova campanha para esta modalidade.

“Levando em conta que o instituto tem 76 mil seguidores no Instagram, estamos propondo que as pessoas doem, pelo PIX, o valor de R$ 1,50”, salienta Daniela. “Se todos os seguidores depositassem essa quantia, a gente conseguiria o dinheiro rápido!”. 

Ainda tem o cartão de crédito e o sistema de PayPal (para quem não mora no Brasil) neste link.

E, caso você conheça alguma empresa que queira patrocinar um projeto bacana, o contato pode ser feito por e-mail: noextinction.nex@gmail.com O Instituto Nex atua há 21 anos contra a extinção das onças no Brasil. E, hoje, abriga 26 indivíduos. Imagina o custo diário para mantê-los saudáveis! 

Marruá dormia no sofá

Pra finalizar, reproduzo uma foto de Marruá ao lado do policial ambiental Daniel Silva Mendes, que acompanhou o resgate na fazenda e ficou impressionado com a tranquilidade da onça, que até dormia no sofá da sala. 

“Nunca vimos uma onça-pintada mansa. Ele (funcionário da fazenda) só falou: ‘fica parado que ela vai cheirar você’. Ela cheirou e pronto, ficou igual gato, brincando, roçando nas pernas” (assista aos vídeos que ele publicou em seu Instagram). 

Logo abaixo da foto, assista ao vídeo gravado pelo Instituto Nex para contar sobre a nova moradora e seu recinto para seus seguidores.

Marruá passeia tranquilamente ao lado do policial Daniel Silva Mendes, que acompanhou o resgate / Foto: Reprodução de vídeo

Foto (destaque): Instituto Nex

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