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Após quatro militares, novo presidente do ICMBio é um analista ambiental, Mauro Pires

Após quatro militares, novo presidente do ICMBio é um analista ambiental, Mauro Pires

Depois de quatro anos tendo como presidentes militares durante o governo Bolsonaro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) volta finalmente a ser administrado por um servidor de carreira e com grande experiência na área ambiental. Na sexta-feira, 05/05, a ministra do Meio Ambiente Marina Silva deu posse a Mauro Oliveira Pires.

Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com mestrado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), Pires faz atualmente doutorado em Desenvolvimento Sustentável. Ele foi selecionado através de um lista tríplice elaborada por um Comitê de Busca, instituído em fevereiro. Faziam parte dela 18 candidaturas.

Após a criteriosa análise do comitê, foram entregues para Marina Silva três outros nomes além de Pires – Iara Vasco Ferreira e Alexander Turra.

Assessor técnico, pesquisador e consultor, Pires trabalha há 15 anos em diferentes áreas do ministério. Entre 2008 e 2012, foi diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento (DPCD) e responsável pelo Departamento de Articulação de Ações para a Amazônia (DAAM).

O processo da escolha do novo presidente através da lista tríplice só tinha sido usado em 2007, quando o ICMBio foi criado. A ministra do Meio Ambiente decidiu empregá-lo agora para blindar o órgão de qualquer interferência política.

O presidente anterior do ICMBio foi um coronel aposentado da Polícia Militar, Marcos Castro Simanovic. Ele assumiu o cargo em novembro de 2021, após o governo ter exonerado o então presidente, Fernando Lorencini. O instituto ficou mais de um ano sem nova indicação (leia mais aqui).

O ICMBio, subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, é responsável por administrar as 334 Unidades de Conservação e assim como outros órgãos de proteção ambiental do país, sofreu com um grave sucateamento durante os quatro anos da gestão Bolsonaro: houve redução de pessoal e de coordenações regionais, além de nomeações de pessoas não capacitadas para cuidar do meio ambiente e da biodiversidade do Brasil.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro expressou a vontade de unir o Ibama e o ICMBio, intenção criticada por ambientalistas e servidores das duas instituições.

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Foto de abertura: Eduardo Queiroz/MMA

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