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Após 150 anos, camaleão de Madagascar recebe o nome científico adequado: pinóquio!

Após 150 anos, camaleão de Madagascar recebe o nome científico adequado: pinóquio!

Durante 150 anos, um camaleão encontrado em Madagascar foi popularmente chamado de pinóquio, devido a seu nariz alongado. Agora, mais de um século e meio depois, ele finalmente ganha um nome científico adequado: Calumma pinocchio.

A ilha na costa da África é lar de 100 espécies de camaleão existentes no mundo, ou seja, 40% daquelas que se conhecem atualmente. Até então, os machos que apresentavam esse nariz avantajado eram classificados como pertencentes à espécie Calumma gallus. Todavia, novos estudos, que incluíram análises genéticas e morfológicas, indicaram que duas dessas espécies eram novas para a ciência. São elas a Calumma pinocchio e a Calumma hofreiteri.

“As análises genéticas são conclusivas: os camaleões nasais praticamente enganaram pesquisas anteriores”, brinca Frank Glaw, pesquisador do Museu de História Natural da Bavária (Alemanha) e principal autor do estudo que acaba de ser publicado no Journal of Herpetology.

Após 150 anos, camaleão de Madagascar recebe o nome científico adequado: pinóquio!
As fêmeas da Calumma pinocchio e outras espécies C. gallus têm um nariz um pouco menor e avermelhado
Foto: Frank Glaw (ZSM/SNSB)

Uma outra curiosidade surpreendente revelada pela pesquisa é os apêndices nasais podem mudar rapidamente em termos de comprimento, forma e cor. “Sua evolução é possivelmente impulsionada pelas preferências das fêmeas na seleção de parceiros”, explica o zoólogo.

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85% das espécies de animais observadas em Madagascar são endêmicas, ou seja, não existem em nenhum outro lugar do mundo, como é o caso dos lêmures, por exemplo.

Além de sofrer com o desmatamento, provocado pela expansão da agricultura, Madagascar também está vulnerável à crise climática. Um estudo publicado em 2023 por pesquisadores das Universidades de Oxford e Bristol, no Reino Unido, alertou que as mudanças no clima são uma ameaça para os quatro tipos de florestas da ilha.

Os cientistas preveem a redução de áreas de florestas, aumento de temperaturas e impacto sobre a produção de frutas, vital para a alimentação de muitas espécies.

“Mudanças na disponibilidade de frutas terão um sério impacto na saúde, no sucesso reprodutivo e no crescimento populacional de muitos animais. Alguns podem ser capazes de se adaptar às alterações no clima e no habitat, mas outros são muito sensíveis. É improvável que sobrevivam em um ambiente quente e árido”, ressaltaram os autores do estudo.

Após 150 anos, camaleão de Madagascar recebe o nome científico adequado: pinóquio!
Até agora, a Calumma hofreiteri era identificada erroneamente como C. nasutum
Foto: David Prötzel

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Foto de abertura: Frank Glaw (ZSM/SNSB)

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