Anvisa proíbe uso de alguns modelos de máscaras de proteção em aeroportos e aviões

Anvisa proíbe uso de alguns modelos de máscaras de proteção em aeroportos e aviões

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nota ontem (10/03) informando alteração nos modelos de máscaras de proteção contra a Covid-19 que podem ser utilizadas em aeroportos e aeronaves no Brasil. Por causa das novas variantes do novo coronavírus, que são mais contagiosas, a agência decidiu aumentar o rigor no controle desses protetores faciais.

Segundo a nova resolução da Anvisa, “bandanas, lenços e protetores faciais do tipo “face shield” usados sem máscaras por baixo não serão permitidos, assim como máscaras de acrílico ou de plástico transparente e as que possuem válvula de expiração, mesmo que sejam profissionais”.

Um estudo internacional já tinha demonstrado, em setembro do ano passado, que máscaras com válvulas e viseiras faciais eram menos eficientes para evitar a transmissão do coronavírus. Durante testes em laboratório, os cientistas mostraram que os modelos com válvulas permitem que um grande número de aerossóis passem pela “porta de exalação”, o que reduz significativamente sua eficácia como barreira à proliferação do vírus.

Ainda de acordo com a Anvisa, as máscaras de tecido confeccionadas artesanal ou industrialmente com material como algodão e tricoline continuam permitidas, mas devem possuir mais de uma camada de proteção e ajuste adequado ao rosto.

A agência determina também que dentro das aeronaves e nos terminais aeroportuários só será permitido retirar a máscara para hidratação ou para alimentar crianças com idade inferior a doze anos, idosos e viajantes que sejam portadores de doenças que requeiram dieta especial.

Todas as regras acima excluem pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais, assim como crianças menores de três anos.

“O uso da máscara é um ato de cidadania. Uma medida em defesa da própria vida e do próximo”, ressalta Alex Machado Campos, diretor da Anvisa. “Para mitigar a propagação do SARS-CoV-2 e, consequentemente, o surgimento de novas variantes, é preciso reforçar o distanciamento social, a higienização das mãos e o uso de máscaras faciais. Dentre essas ferramentas para a proteção da saúde, é importante destacar o uso eficaz das máscaras, especialmente pela população que transita por ambientes confinados e coletivos”.

Recentemente, dezenas de entidades médicas brasileiras fizeram um apelo à população pelo uso da máscara para evitar ainda mais mortes pela COVID-19. Já são mais de 273 mil vítimas da doença no Brasil.

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Foto: divulgação máscara Cristal

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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