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Amsterdam registra aumento da população de abelhas graças a projetos “bee friendly”

Amsterdam registra aumento da população de abelhas graças a projetos “bee friendly”

No mundo todo, há um declínio da população de abelhas. Cientistas apontam o uso de pesticidas na lavoura como sendo um dos principais responsáveis pelo desaparecimento destes insetos, essenciais para a polinização e consequente, produção de alimentos no planeta.

Mas estudos também mostram que jardins urbanos e parques são tão importantes para insetos polinizadores quanto o campo, porque na cidade, eles encontram uma maior variedade de plantas e flores.

Com diversas iniciativas para estimular a presença e a atração das abelhas, a capital da Holanda conseguiu um feito inédito. Ao contrário de outras grandes cidades europeias, Amsterdam registrou um crescimento da população desses insetos. Atualmente foram identificadas 61 diferentes espécies na cidade, em relação a 51 no ano 2000, um aumento de 45%.

A espécie mais comumente encontrada é a Lasioglossum calceatum. Já no Vondelpark, o coração verde de Amsterdam, a Anthophora plumipes também pode ser vista em abundância.

E o que os holandeses fizeram para trazer as abelhas de volta aos centros urbanos? Primeiro, baniram o uso de agrotóxicos. Depois, plantaram flores selvagens em canteiros, jardins e parques.

No mês passado, também foi organizado o primeiro censo nacional de contagem de abelhas na Holanda. Os organizadores ficaram surpresos com a adesão de 3.500 participantes durante o final de semana em que foi realizado o evento. Foram observadas mais de 36 mil abelhas.

Mas no Brasil também tem coisa bacana acontecendo. No ano passado, mostramos aqui, neste outro post, um projeto implementado em Curitiba – os Jardins de Mel -, que leva colmeias para os principais parques da cidade e informação sobre a importância do papel das abelhas como polinizadores para a população e alunos das escolas públicas da capital paranaense.

Idealizado pelo agrocólogo Felipe Thiago de Jesus, cada “Jardim de Mel” tem seis colmeias e material visual, com informação, textos e fotos sobre a espécie contida ali. São usadas somente abelhas sem ferrão, responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas brasileiras.

Ao todo, o projeto irá colocar 90 caixas (colmeias) e em cada  uma delas estarão “trabalhando” de 500 a 2.000 abelhas. As colmeias são protegidas (para evitar depredação), mas abertas, desta maneira, os insetos podem ir e vir para polinizar a mata nativa da região. “As abelhas voam em um raio de até 2 km”, explica Felipe. “Cuidar das abelhas é cuidar da preservação de toda a biodiversidade da cidade”.

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Foto: domínio público/pixabay

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Rafael Criar Abelhas
6 anos atrás

Parabéns pela reportagem. Tomara que este projeto vá para frente, seria muito importante que as pessoas saibam a importância das abelhas.

Kerginaldo Lisboa Melo
Kerginaldo Lisboa Melo
5 anos atrás

Moro em Cuiabá, MT, sou apicultor, no Mato Grosso, embora há os três biomas, só exploramos 0,3 % do potencial apícola e, não temos, por parte de ninguém, incentivos à apicultura, uma lástima.

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