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Allyson Felix provou que a maternidade não foi empecilho para ela se tornar a maior medalhista da história do atletismo olímpico

Allyson Felix provou que a maternidade não foi empecilho para se tornar a maior medalhista da história do atletismo olímpico

Em 2004, com apenas 17 anos, a corredora americana Allyson Felix, ganhou sua primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Atenas, na Grécia. A jovem conquistou a prata na prova de 200 metros. Desde então, ela conseguiu outras dez medalhas olímpicas, tornando-se agora em Tóquio, a atleta mais premiada da história do atletismo.

Aos 35 anos, em sua quinta participação em Olimpíadas, Allyson saiu do Japão com o bronze na corrida individual de 400 metros e o ouro no revezamento em equipe 4 x 400 metros. Em sua coleção, atualmente são seis medalhas de ouro e onze campeonatos mundiais. Seu desempenho extraordinário fez com que ela tirasse de Carl Lewis, outro fenômeno das pistas, o título de o mais importante nome do atletismo olímpico (em número de medalhas).

Todavia, o que faz da americana uma vencedora e um exemplo é não apenas seu triunfo no esporte, mas sua história pessoal. Em 2018, ela decidiu que era hora de realizar um grande sonho: ter um filho. A pequena Cameron nasceu prematura, com 32 semanas, em novembro daquele mesmo ano. Allyson precisou fazer uma cesariana de emergência porque ela sofreu com pré-eclâmpsia e as duas, mãe e filha, corriam risco de vida.

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Acontece que desde o final de 2017, a atleta estava negociando um novo contrato com sua maior patrocinadora, a Nike. Mas depois que Allyson se tornou mãe, a empresa fez uma proposta com um valor 70% menor do que o anterior.

“Pedi à Nike então que garantisse contratualmente que eu não seria punida se não tivesse o meu melhor desempenho nos meses após o parto. Eu queria estabelecer um novo padrão. Se eu, uma das atletas mais importantes da Nike não pudesse garantir essas proteções, quem poderia?” Mas a A Nike recusou a proposta, contou Allyson em um artigo publicado em 2019 no jornal The New York Times.

Segundo a atleta, quando fechou seu primeiro contrato com a marca em 2010, ficou encantada com um programa chamado “Girl Effect”, que investia em meninas adolescentes como a chave para melhorar as sociedades em todo o mundo. Allyson acreditava que estava se alinhando com uma companhia que ajudaria no empoderamento das mulheres. Mas sua experiência se mostrou diferente.

“A proteção durante a maternidade não se limita apenas às atletas olímpicas; mulheres trabalhadoras em todos os Estados Unidos merecem proteção quando têm filhos. Não deveríamos depender das empresas para fazer a coisa certa. Nossas famílias dependem disso”, ressaltou.

Logo após a exposição pública de seu caso e de outras atletas americanas, empresas da área dos esportes anunciaram mudanças em suas políticas. A Nike informou que as mulheres teriam direito a 18 meses de licença-maternidade paga.

Allyson Felix provou que a maternidade não foi empecilho para se tornar a maior medalhista da história do atletismo olímpico

Onze medalhas olímpicas, um recorde no atletismo, e a cicatriz da cesárea,
seu grande orgulho é a maternidade

Allyson Felix provou à Nike que a maternidade não era empecilho para que ela fosse a maior medalhista da história do atletismo olímpico. Dez meses após dar à luz a Cameron, ela quebrou um recorde mundial de Usain Bolt em Doha, no Catar, durante um campeonato mundial de atletismo.

Nos Estados Unidos, mulheres negras têm quatro mais chances de apresentar problemas durante a gravidez ou mesmo óbito durante o parto.

“Quando Cameron nasceu, eu pensei em todas as mulheres fortes que me criaram, minha mãe, minha avó. E todas as dificuldades que elas enfrentaram. Eu não queria que minha filha passasse pelo mesmo. E a única maneira para que isso mudasse seria compartilhando minha história”, diz.

Allyson Felix provou que a maternidade não foi empecilho para se tornar a maior medalhista da história do atletismo olímpico

A atleta ao lado da filha, que tem três anos

Allyson é hoje uma importante voz pelos direitos das mulheres negras em seu país. Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, ela é uma inspiração para milhões de mães como ela.

“Há outras como eu. Negras como eu, saudáveis ​​como eu, fazendo o seu melhor – assim como eu. Elas enfrentaram a morte como eu também, e quando comecei a falar com mais dessas mulheres e ouvir sobre suas experiências, aprendi que as mulheres negras têm mais probabilidade de morrer no parto do que as mães brancas nos Estados Unidos e que sofremos complicações graves com o dobro da frequência”, afirma.

Com seu ativismo, Allyson ajuda a mudar a realidade para outras mulheres e a deixar um mundo diferente, mais justo e equalitário, para sua filha também.

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Fotos: reprodução Facebook Allyson Felix

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