Alemanha proíbe a venda de plásticos descartáveis como canudos, cotonetes, talheres, pratos e copos

Alemanha proíbe a venda de plásticos descartáveis como canudos, cotonetes, talheres, pratos e copos

Desde 3 de julho, os alemães não podem mais vender cotonetes, talheres, pratos, canudos, colheres e copos de plástico, além de embalagens de poliestireno, muito usadas para acondicionar alimentos em delivery.

A lei foi aprovada em setembro do ano passado, mas entrou em vigor somente agora, e atende a uma diretriz da União Europeia (UE), definida após vários meses de negociações entre os 28 estados membros em dezembro de 2018, como contamos aqui.

É uma ofensiva eficiente para barrar o que o parlamento europeu chamou de “os top ten que mais frequentam os oceanos”: os plásticos de uso único, que representam 70% dos resíduos encontrados nos oceanos e nas praias.

Esse tipo de plástico leva 15 segundos para ser produzido, é utilizado por cinco minutos e demora 500 anos para se degradar. E, como é leve, viaja por longas distâncias nos oceanos, impactando a fauna e a flora marinhas dos locais por onde passa.

O projeto também prevê que, em concursos para a compra de insumos pelas administrações públicas, sejam priorizados “produtos feitos com materiais reciclados”, estimulando a economia circular

Estoques existentes e produtos sem alternativa

Mas, infelizmente, esta não é uma notícia boa por completo. A comercialização dos estoques existentes antes dessa data (3 de julho) continua autorizada – mesmo após 2021!! – para permitir o escoamento do que já foi produzido

Poxa, mas a decisão tem quase três anos. Será que não era tempo suficiente para que as empresas se organizassem para enfrentar a nova realidade?

Além disso, os produtos plásticos para os quais ainda não há alternativas como absorventes internos, lenços umedecidos e cigarros com filtros de plástico continuarão sendo vendidos normalmente.

Com um detalhe: seus rótulos devem ter um aviso de alerta sobre os danos ambientais causados ​​por aquele produto, como também informações claras sobre a melhor forma de descartá-los.

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Foto: Pixabay/domínio público

Fonte: RFI

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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